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Resenha: Hibike Euphonium


"Eu quero ser especial, especial de verdade. Mais e mais especial!"

    Sim, eu sei, estou atrasada para essa resenha, mas vejam bem, não está fácil para ninguém, amigos. 
  
    O anime da vez é o KyoAni da temporada, Hibike Euphonium. O anime conta a história de Kumiko, uma garota que toca eufônio desde o fundamental. Ao começar o ensino médio, Kumiko entra na banda da escola ao lado de Midori e Hazuki, suas novas amigas. Uma vez na banda, Kumiko dá de cara com Reina, sua ex-colega de banda do fundamental. As duas tiveram uma espécie de desentendimento no dia da apresentação da banda. A banda atual, da escola Kitauji, não é a melhor do mundo, mas decide mesmo assim tentar chegar às nacionais. A partir daí é narrado o caminho que a banda terá de percorrer até chegar às nacionais.

   Quando eu fui ler a descrição do anime, no começo da temporada ele me pareceu bem slice of life mesmo; entretanto, ouvi dizer que a KyoAni tinha garantido que ele seria um drama. De fato, o anime tem drama sim, mas está bem mais pra slice of life mesmo. Antes de começar a falar as coisas boas que eu achei no anime, vou falar uma coisa que eu, apesar de ter achado o anime legal, não posso negar. Na verdade, creio que ninguém possa negar. Hibike Euphonium é uma clara tentativa da KyoAni de tentar recriar o sucesso de K-On; porém, K-On continua sendo muito mais legal. K-On tem uma espécie de magia. Ele é a primazia do slice of life pelo slice of life sem deixar de ser fofo, moe, bonitinho e interessante. K-On é um daqueles animes que tem uma coisa bem inexplicável que te faz gostar dele. Euphonium é legal, mas não consegue configurar tudo que K-On configura.

   Voltando a Hibike Euphonium, o anime é legal sim. Ele é bem slice of life sim, mas tem um pouco de drama, de fato. A animação é boa, é bonita, afinal, é KyoAni, amigos. A música de abertura é bem contagiante, eu cheguei a ficar até bem viciada nela. O tema do encerramento é aceitável, mas para mim não foi nada super legal. O desenvolvimento da história é aceitável e tem uma cena bem bonita no final. Na verdade, o anime é até que bem recheado de cenas bem bonitas.

   Comecei a assistir Euphonium porque ele trabalha com música, uma temática da qual eu gosto muito. Não digo que me arrependi não. É bom anime para se divertir. Ele não é inovador, maravilhoso, fantástico.... Não é nada que funda a sua cuca. Não é nada que te deixe de queixo caído no final, mas dá para você perder boas horas da sua vida com ele. E tem alguns episódios capazes de te empolgar bastante, sim.

   Vou precisar dar spoiler e falar de uma coisa que todo mundo comentou durante toda a temporada. Existe um pseudo-yuri entre Kumiko e Reina na história, isso é nítido. É algo nítido, mas ao mesmo tempo é de super bom tom e algumas vezes é sutil. Digamos assim: está na cara que está rolando um yuri, mas se alguém quiser fingir que não viu pode arranjar argumentos para desconstruir o romance que está surgindo ali.

   Eu não shippei o casal do yuri, não shippei mesmo, mas ainda assim o negócio me envolveu e me agradou. Eu não costumo assistir yuri ou yaoi, não é uma temática que me chame a atenção; entretanto, ver um yuri aparecendo num anime cujo o tema central não é yuri, foi muito legal. As cenas da Reina com a Kumiko são muito loucas e bonitinhas. É meio wtf e engraçado. E você fica sempre se perguntando "O que é que está rolando ai, meu Deus?" Eu gostei, sério. Obviamente a KyoAni não desenvolve o casal, de fato, afinal ela nunca desenvolve. Free! está aí para provar isso, né, amigos? Rei e Nagisa é aquilo lá que todo mundo já sabe.... Enfim, eu só queria dizer que achei super válido o pseudo-yuri em Euphonium.

    Eu daria umas três estrelas pra Hibike Euphonium, se eu fosse avaliá-lo dessa forma. Não foi o melhor anime da temporada, mas foi legal de acompanhar. Não é um anime pelo qual eu estou torcendo ou doida por uma segunda temporada, embora eu gostasse de ver como a história vai se desenrolar a partir do ponto em que o anime terminou. Mas é só isso mesmo, curiosidade e tal.


   Enfim, Hibike Euphonium é legal. Não foi um grande estouro, mas também não foi nada que a gente vá jogar no lixo e dizer que foi terrível, porque não foi. Foi bom, ponto. E as partes em que a banda tocava foi bem legal, isso foi sim. Eu gosto muito de música, então, é só colocar música que eu fico meio abobada e fica fácil me conquistar. Enfim, Hibike Euphonium foi um anime que serviu sim para me divertir na temporada de abril. Não foi K-On, foi Euphonium e conseguiu ressoar à sua maneira!

Resenha: Plastic Memories


   E o anime da vez é: Plastic Memories! Porém, antes de começar essa resenha preciso dar uma notícia importante. Lembram que no meu último Filosofando Nada eu disse que ia tomar vergonha na cara e começar a assistir animes através de fansubs sérios ao invés de speedsub? Então, eu cumpri minha promessa; Plastic Memories foi assistido através de uma qualidade e tradução maravilhosos, sem risco de causa câncer no olho. 

   Voltando. Plastic Memories é uma obra original, ou seja, ele não é a adaptação de nenhum jogo, mangá ou light novel. O anime se passa em um futuro onde foram desenvolvidos androides conhecidos como giftias. Os giftias possuem a vida útil de nove anos; após esse tempo eles precisam ser reavidos e desligados antes que se tornem perigosos. Quando reavidos, as memórias dos giftias são apagadas. Tsukasa Mizukagi é um jovem que, após não conseguir passar no vestibular, arranja um emprego em dos departamentos que faz a coleta dos giftias cujas vidas úteis estão vencidas. Sua parceira no trabalho é a giftia Isla, uma garota um tanto distante e atrapalhada.

   A premissa de Plastic Memories é muito boa. Os PVs do anime já te deixam cheio de feels, os primeiros episódios também te deixam cheio feels. Porém, ao longo do seu desenvolvimento, o anime deixou um pouco a desejar. Não foi nada muito grande, não foi um anime horrível, mas acho que todos esperávamos um pouco mais do anime. Entretanto, foi legal. É um anime bem bonitinho. É fofo.

   Plastic Memories tem uma trilha sonora boa. A abertura, o encerramento, as músicas de fundo... São bem envolventes, mexem o coração.... Isso compensou a falha no desenrolar dos fatos e tudo o mais. E os personagens... bem, os personagens são bons. Só a Isla já é uma personagem e tanto. Ela é atrapalhada, engraçada, fofinha.... Ela faz umas caretas bizarras, assustadoras, engraçadas... O Tsukasa é o típico bom moço. Na verdade, "bom moço" é uma expressão que define exatamente o Tsukasa. Dedicado também é um adjetivo que faz parte da personalidade do cara.

   Os coadjuvantes também não ficam por menos. A Michiru é a típica tsundere, então ela é aquela garota que vai bater em alguém, ou em várias pessoas ao longo do anime. Mas ela também tem aquele lado doce e compreensivo, principalmente com a Isla. Na verdade, ela é a única capaz de lidar com a Isla com algum tipo de sensibilidade. Ela é muito chata, a Michiru é toda cheia dos mimimi, mas ela é tão chata, mas tão chata, que acaba sendo legal. O parceiro dela é o Zach, um giftia criança, apenas uma peste. O garotinho é tipo aqueles irmãos mais novos que vão fazer de tudo para te constranger, tudo mesmo. O Zach é muito engraçado. Eu sempre gosto daquelas crianças pestes dos animes.

   A  Kazuki é a chefona do departamento. O chefe oficial é outro, mas quem coloca todo mundo para trabalhar é ela. A Kazuki tem uns cabelos vermelhos maravilhosos e uma personalidade agressiva e durona. Isso piora quando ela se entope de saquê. Kazuki é ex-parceira da Isla e é louca pela garota, então, ela quer muito proteger a Isla e vive dando umas duras no Tsukasa. O parceiro da Kazuki é o Constance, um dos poucos com bom sendo naquele lugar.

   Em contraposição à Kazuki temos o Yasutaka, um veterano do departamento que é mais vagabundo do que sei lá o quê; Yasutaka é aquele personagem experiente, conquistador barato, quase bebum e quase um tarado. Ele é bem engraçado. A parceira dele é a Sherry, ela tem bom senso e ela sofre muito porque o Yasutaka deixa todo o trabalho para ela, coitada.

   E temos o chefe oficial do departamento, o Takao, um senhor cuja a autoridade é zero e que tem sérios problemas com sua filha. Ele está sempre falando de como a filha dele não o respeita mais, isso seria bem trágico se não fosse cômico.


   Num conjunto todo, Plastic Memories é um anime legal. Vale a pena perder algumas horas da sua vida com ele. Eu esperava mais, achei que ele fosse ser destruidor, só feels. Ao meu ver ele tinha potencial para um Ano Hana, um Angel Beats ou um K-On, mas ele não se desenvolveu dessa forma. Mas é um anime legal, não me arrependo de tê-lo assistido. Dos animes one cour ele foi um dos melhores, acho, e tiveram cenas bem bonitas, bem bonitas mesmo. Plastic Memories foi bonito. Podia ter sido lindo? Podia. Mas foi bonito, e eu até arriscaria dizer, tocante.

Resenha: Ansatsu Kyoushitsu (Assassination Classroom)

"Nós somos a classe E.... A classe do fim. Nosso alvo? Nosso professor!"

   A temporada de abril desse ano já está se despedindo e, com ela, vão-se os animes com os quais convivemos nos últimos três meses. A primeira série a dar adeus foi Ansatsu Kyoushitsu, também conhecido como Assassination Classroom, adaptada a partir do mangá de autoria de Yuusei Matsui. O enredo da história é um pouco simples, porém muito curioso. Uma criatura de espécie desconhecida explodiu quase a Lua toda e promete explodir a Terra também; porém, ele decide dar uma chance aos humanos de se livrarem desse destino. Para isso, ele se torna professor de uma classe do ensino fundamental e deixa clara a mensagem: seus alunos devem assassiná-lo até o dia da formatura. O aluno que conseguir matar o professor além de salvar o planeta ganha uma bolada em dinheiro.  Entretanto, obviamente matá-lo não é nada fácil, pois a criatura, metade alien, metade polvo, se move numa velocidade de Mach-20. 

   Quando eu vi que Ansatsu ia ser adaptado eu fiquei feliz e ao mesmo tempo bem curiosa. O anime foi 2-cour, o que significa que ele se iniciou não na temporada de abril, mas sim na de janeiro. Eu leio o mangá, (na verdade eu estou bem atrasada, mas ainda coleciono), então queria muito ver como ficariam os personagens numa animação. Assumo que gostei do resultado. Achei a adaptação bem boa. O traço me agradou bastante e os "gráficos" possuíam um efeito bem legal. Os personagens parecem, às vezes, ser tipo uma colagem no resto do cenário. Eu não sei explicar direito, mas é um efeito visual bem legal, e o traço é bem parecido com o do mangá.

   Em termos de adaptação de enredo, o que eu me lembrava de ter lido do mangá, também foi bem feito. Não aconteceram cortes muito grandes de coisas muito importantes, pelo menos não nos primeiros episódios do anime. A dublagem combinava bastante com a maioria dos personagens.... Em termos gerais foi uma boa adaptação, ao meu ver. Teve gente reclamando da abertura, dizendo que era sem noção e tudo o mais, só que o anime em si é sem noção. A única coisa que a abertura fez foi combinar perfeitamente com a história. A opening é colorida, animada, engraçada e muito wtf, bem ao estilo de Ansatsu mesmo.

   Falando do enredo, da história e tudo o mais, Ansatsu é bem engraçado. Ele não é sério, ele não tenta ser sério, ele é sem noção e, aparentemente, até que a história é bem boba, porém o conjunto todo é um entretenimento legal. Não é um daqueles mangás ou animes de fundir a cuca, ou de fazer você refletir ou chorar loucamente, mas é bom para passar o tempo. E rola uma ação de vez em quando, afinal ninguém é de ferro.

   Quanto aos personagens, precisamos dar destaque a três deles: Nagisa, Karma e Koro-sensei. O Nagisa é o protagonista do mangá, a bem dizer. Ele é o herói da história. Além de ter nome de menina, Nagisa tem cara de menina, jeito de menina.... Eu demorei dois volumes do mangá para me convencer que ele era garoto. Porque dúvidas não me faltavam sobre seu gênero. Inicialmente, ele parece ser um daqueles protagonistas chatos e inúteis, mas o Nagisa não é assim. De fato, ele é um personagem muito gentil, e seu porte físico não lhe concede muita força bruta, mas ele tem uma força interior, por assim dizer. O Nagisa tem um talento especial para o assassinato.

   O Karma... Bem... O Karma tem cabelo vermelho, acho que isso já diz muita coisa sobre ele. Veja bem, ele chama Karma, tem cabelo vermelho, é todo revoltadinho e tem um senso de humor um tanto quanto sádico. Ele é um garoto prodígio. Super inteligente, talentoso pra caramba.... Tanto que ele nem se esforça para praticamente nada, porque ele é meio que bom em tudo.

   Já o Koro-sensei, ele... Ele é hilário. Ele é um polvo, mas é dedicado aos seus alunos e às pessoas ao seu redor. Ele é um pervertido, é engraçado, é sem noção e faria qualquer coisa pelos seus alunos. Koro-sensei se move numa velocidade de Mach-20; balas comuns não têm efeito nele, então os alunos têm de utilizar uma munição especial. Todos os dias, a classe E o saúda com um tiroteio insano, do qual ele se desvia com facilidade enquanto faz a chamada. O Koro-sensei é um anti-herói muito carismático, com alguns mistérios por trás de sua criação.

   Como a história se passa numa escola, existem outros trocentos estudantes e personagens. Porém, eu não vou falar de mais ninguém, se não vou ficar o dia todo só falando dos alunos e dos outros professores. Quem quiser conhecer mais, vai ter de assistir. Porém, já vou avisando que todos os personagens contidos nesse anime/mangá são malucos à sua maneira.


   Ansatsu Kyoushitsu é um grande show de piadas, ele é bem nonsense, mas é um passatempo bem legal. Obviamente, se você tiver procurando um anime mais sério, com um enredo mais sério, cheio de reviravoltas e que te encha de feels... Bem, Ansatsu não é a melhor pedida. Mas, para quem procura só uma coisa mais engraçada mesmo, ou até mesmo algo que não faça muito sentido, vale a pena dar uma chance. O anime tem 22 episódios e o mangá é publicado no Brasil pela Editora Panini.

Resenha: Toki wo Kakeru Shoujo (A Garota Que Saltava no Tempo)



   E se você pudesse saltar no tempo, voltar ao passado e refazer o mesmo percurso quantas vezes quisesse? Já imaginou como seria ter a chance de consertar aquele meio segundo de vacilo que ferrou com o seu dia todo? Essa garota pode! 

   Konno Makoto é uma estudante comum do ensino médio que vive correndo contra o tempo para não chegar atrasada no colégio. Ela se considera uma pessoa de sorte, que não é genial, porém não é nada burra, que não fica doente nem se machuca com frequência. Ao lado de Chiaki e Kousuke, Makoto forma um trio único vivendo a difícil fase de decidir qual profissão seguir após o ensino médio. Entretanto, no Nice Day, que ironicamente deveria ser o melhor dia do ano, Makoto se vê com a maior má sorte de sua vida. Após uma sequência de acontecimentos azarados no colégio, o freio de sua bicicleta quebra e ela teria morrido atropelada por um trem se não realizasse uma atividade incomum: saltar no tempo.

   Cara, que filme! Sério. O filme é uma animação japonesa que dura mais ou menos uma hora e quarenta minutos. O ano de lançamento de 2006. No geral, tudo é.... lindo. Eu fui muito envolvida pela história, então eu não reparei muito na animação, mas pelo que me lembro é boa. O estilo gráfico é mais adulto, me lembrou um pouco gekiga. Okay, ele não é exatamente gekiga, mas tem uma perspectiva mais adulta no traço, sim. Me lembrou Sakamichi no Apollon e Copellion também. Não o traço em si, mas a atmosfera à qual ele me remete, sabem? 

   Antes de falar mais sobre o filme, preciso abrir um parênteses. Eu assisti Toki wo Kakeru Shoujo ontem, porém, era para eu ter assistido na quinta-feira com meu amigo no CINUSP (uma mostra de filmes que rola sempre lá na faculdade); eu dei o bolo no meu amigo e achei mais do que justo compensar isso assistindo o filme. Desculpe pelo bolo, Gabs, espero que me perdoe, sério.

   Voltando. Eu gostei muito do filme, muito mesmo. Não só por ser uma animação japonesa, mas porque ele é bom mesmo. É envolvente e emocionante, a trilha sonora é bonita, tem um dilema muito legal presente na história... Veja bem, se você salta no tempo e muda o passado, ainda que minimamente, o futuro também será afetado. Será que ao mudar alguma coisa de seu passado, se safando desta ou daquela situação, você não está fazendo que outra pessoa sofra algo em seu lugar? Será que você não está vivendo às custas do sofrimento de alguém? Uma coisa a se pensar.

   Os personagens são muito cativantes, todos eles. A Makoto é bem humana, bem moleca, decidida, escandalosa.... Achei ela uma boa protagonista; O Chiaki é engraçado, descolado... Ele tem uma leveza no ser, um jeito bem maneiro de levar a vida; Sousuke é super inteligente e bom moço, sem deixar de ser descontraído quando necessário. Enfim, o trio "principal", por assim dizer, é muito bom. Eles me conquistaram facilmente, quando dei por mim já estava louca por todos eles.

   O final é muito bonito, embora ele tenha meio que enveredado para uma coisa mais amorzinho que não era o que eu esperava da história, sério. Mas ficou tão bonitinho que eu não liguei. Eu me rendi ao shoujo.... Ou quase. Mentira, gente, me rendi não. Mas foi tão bonitinho aquele final! Me surpreendeu, mesmo. Eu imaginava um final e aconteceu outra coisa. Logicamente não foi nada super imprevisível, mas eu pensei que fossem acontecer outras coisas, de um outro jeito e tudo o mais. Toki o Kakeru Shoujo merece, no mínimo quatro estrelas, eu daria pelo menos quatro e meia.

   Enfim, o filme foi lindo, eu gastei meu tempo super bem assistindo ele. Assistiria de novo, pelo menos mais umas três vezes. Chorei no final, me apaixonei pela história, pelos personagens.... Estou até agora imaginando o que eu faria se pudesse saltar no tempo igual a Makoto. Então, assistam Toki wo Kakeru Shoujo e me digam: o que fariam se tivessem a oportunidade de saltar no tempo?

Resenha: Tokyo Ghoul √A



   Janeiro de 2015... Kaneki de cabelo branco... Lutas... Sangue... Ossos quebrados... Espera... E então... POXA, PIERROT! Se você, assim como eu estava esperando a segunda temporada de Tokyo Ghoul venha até aqui e me dê um abraço, porque estamos precisando muito de um, sério. 

   Tokyo Ghoul A é a segunda temporada do anime Tokyo Ghoul; ela tinha tudo para dar certo, ou para dar quase certo, mas não deu. Quem leu a minha resenha de Tokyo Ghoul vai se lembrar que eu falei bem, porque, apesar de ter corrido muito com a história do mangá e apesar de ser do Pierrot, o anime tinha sido legal. A palavra que eu usei na época foi "destruidor". Pois é, a segunda temporada também foi destruidora, mas no sentido ruim da palavra.

   Logo que saiu o primeiro episódio, saiu também a notícia de que a segunda temporada de Tokyo Ghoul não seguiria mais o mangá. Tokyo Ghoul A seria uma história original roteirizada pelo próprio mangaká, Sui Ichida. Até aí tudo bem. Já teve uma galera que não gostou muito do negócio, que começou a querer dropar o anime e tudo o mais... Mas eu pensei: Não, vamos dar uma chance! E eu tentei, cara como eu tentei, eu juro que tentei, tentei até o fim. Eu esperei e tive esperanças e.... não deu!

   Eu sabia que a primeira temporada tinha sido corrida, mas como eu não tinha lido o mangá, para mim, aquilo não era capaz de tirar a graça de Tokyo Ghoul. Mas a segunda temporada... Gente.... Assim, eu que sou super desligada acabei percebendo coisas que normalmente eu não perceberia como, por exemplo, o descaso com a animação. Okay, eu já tinha ouvido muita gente reclamar da animação do Pierrot e tudo o mais, mas eu nunca tinha reparado em erros de fato. Mas em Tokyo Ghoul A todo mundo viu. E não foi só isso não gente, porque é bom assistir animes just for fun, teve muita coisa que bugou nessa segunda temporada.

   (Nesse instante eu vou dar spoiler, revelações do enredo do anime, então, se não gostar, melhor parar de ler. )

   No primeiro episódio o Kaneki entra pra fucking Aogire. Nisso todo mundo que lia o mangá já ficou encabulado, já achou ofensivo e mandou apagar. Eu, como não li o mangá, pensei "Okay, pode ser que fique legal mesmo sendo filler...". Fui ingênua. Gente, eu esperei para ver Kaneki de cabelos brancos, eu esperei para ver lutas, para ver dor, sofrimento, emoção, ação e.... ganhei Kaneki fazendo praticamente nada na Aogiri, apanhando, sofrendo, dó, dor no meu coração, mais dó, episódios confusos que eu tive de fazer uma baita força para entender e uma Touka correndo por três episódios.

   A abertura, inicialmente, também me desagradou muito. Porém, depois de uns cinco episódios acostumei com ela. Faz sentido ser daquele jeito, combina com o clima. O encerramento foi legal. A música era boa e a ideia de não ter uma animação fixa, mas sim utilizarem diferentes imagens ao final de cada episódio me agradou.

   Falando num plano mais sentimental, Tokyo Ghoul A emana muita dor. O Kaneki está sofrendo, está todo mundo sofrendo e isso poderia ter sido muito bem utilizado, mas não foi. A ideia de enredo original acabou soando como uma desculpa para fazer as coisas de qualquer jeito. No final, pelo que eu li dos fãs comentando, acabaram utilizando coisas do mangá, porém de forma corrida e confusa. Teve muita coisa que quem não tinha lido o mangá teve de suar muito para entender, muita coisa mal explicada, mal compreendida...

   As lutas mais legais não aconteceram e o anime foi me desanimando tanto a cada episódio que nem o final eu consegui apreciar. Teve uma cena muita bonita, uma sequência de cenas muito bonitas, talvez a melhor coisa da temporada toda tenha sido o final. Foi triste, mas foi bonito. Entretanto, não foi o suficiente para salvar outros 11 episódios de confusão, enrolação e um protagonista que virou figurante.

   Dos 12 episódios a luta, ou parte, ou cena mais legais, ficaram por parte do Coruja. Aquilo foi bonito de ver, aquilo foi legal. A história num todo mais do que o confronto em si. Quase me tocou, porque eu gostava muito do Gerente do Anteiku. No fim das contas, o Kaneki entrou na Aogiri meio que por nada. Nada de super diferente do mangá foi descoberto, a história da Aogiri não se desenrolou de uma forma diferente, foi bem inútil, mesmo.

   A Touka, coitada, que segundo as más línguas já não fazia muita coisa no mangá, fez menos ainda no anime, Só sofreu, chorou, penou e correu por três episódios inteiros. Uma pena, sério. O anime, em si, ficou muito confuso, Era como se um episódio não tivesse tanta relação com o outro... senti isso várias vezes. Parecia meio desconexo algumas partes, sei lá. Não sei explicar, o que eu sei é que Tokyo Ghoul A era uma promessa. Ele tinha uma chance, ele podia ter sido uma temporada toda só de filler e ser super legal, mas.... É, não foi.

   Para quem assistiu a primeira temporada é bom assistir a segunda? Gente, por que não né? Agora, quem leu o mangá, provavelmente vai detestar bastante. Bastante mesmo. Eu li uns capítulos do mangá, uns 30 acho... A premissa de Tokyo Ghoul é legal, a história é interessante, é boa. Eu estava lendo o Re esses dias, é legal também. Foi uma pena o que fizeram ao transformar o mangá em animação, uma pena mesmo. Pois é, Tokyo Ghoul A é aquele anime que podia ter sido legal pra caramba, podia, mas não foi!

Resenha: Saenai Heroine no Sodatekata


   Saekano.... Saekano... Saekano... SAEKANO!!!! E chegou o momento tão esperado, hora de falar do melhor anime da temporada de janeiro de 2015 (pelo menos para mim). O meu, o seu, o nosso, SAEKANO! Adaptado a partir da light novel de mesmo nome, roteirizada por Fumiaki Maruto e ilustrada por Kuherito Misaki, Saenai Heroine no Sodatekata é, simplesmente, diamante em meio às pedras. Sekano gira em torno de Tomoya, um otaku que um dia, após ter uma espécie de encontro predestinado com uma garota em uma ladeira, decide criar um galge moldando sua heroína na garota que ele avistou naquele dia. Entretanto, Tomoya acaba por descobrir que a garota em questão é Kato Megumi, sua colega de classe que, até então, ele nunca tinha notado. Para completar a situação, ele não possui habilidades desenho ou roteiro, o que o obriga a pedir ajuda pra Sawamura Eriri, uma das garotas mais populares do colégio que, em segredo, desenha doujinshis; e Kasumigaoka Utaha, outra garota absurdamente popular, mas que possui outra identidade, a de uma famosa autora de light novels. Juntos, eles começam a desenvolver o jogo, que deverá ser apresentado na Comiket, ao mesmo tempo que moldam Kato em uma perfeita heroína. 

   Saekano é uma perola, juro, mesmo. Quando eu li a sinopse pensei: Mano, é a história de um otaku que resolve desenvolver uma visual novel, isso deve ser legal! E era, e é, meus Deus, como é legal, é fantástico. O anime é muito mais do que eu esperava, muito mais engraçado, muito mais bem feito, muito mais bonito, um enredo muito melhor do que eu pensava.... Esse é o segundo anime harém que eu assisto e fico tipo "Dane-se que é harém eu adoro isso. Adoro tudo, até o harém!" Eu gostei muito, muito, muito mesmo. Eu já estou com saudades, eu já quero mais, quero segunda temporada, quero mais Eriri, mais Utaha, mais Kato, mais Tomoya... Quero mais diálogos estranhos, mais "otakices", mas momentos chuunibyon, mais discursos do tipo "seja quem você é, nunca se envergonhe", quero mais "2D>>3D", quero mais... Quero mais Saekano.

   O anime é bom em todos os sentidos. A arte, a trilha sonora, os personagens... E que personagens, meu Deus! Preciso falar deles, preciso falar do círculo do Tomoya, mas vou esconder dois personagens que aparecem no meio do anime, pois quero a surpresa de todos vocês quando eles aparecerem.

   Então vamos começar pelo Tomoya? Aki Tomoya, otaku assumido, entendido de games, animes, mangás e novels... Óculos (oh, os personagens de óculos...), aquela cara de pastel, aquela paixão, aquela lerdeza, um virjão... O par ideal... Pena que é 2D! Okay, sério agora. Eu gostei muito do Tomoya, ele é mesmo um cara muito legal. Ele é muito bom em ser otaku, ele entende desse universo, concentra suas forças nesse universo... Tomoya é capaz de fazer qualquer novel vender em 5 minutos, só em fazer um review sobre ela em seu blog. Isso sem contar que ele é prestativo e gentil, embora bem idiota, e muitas vezes burro quando o assunto é.... hum... garotas 3D. Ele é a alma daquele jogo, ele quer mais do que ninguém o finalizar e, mais que isso, Tomoya consegue motivar todo o resto do círculo. Tomoya é tão, Tomoya, e isso é, na maioria das vezes, tão bom!

   Então, temos a Eriri.... Minha amada Eriri... Eriri minha vida.... Imaginem uma garota aparentemente fofa, com um lado absurdamente tsundere; imaginem uma pessoa com um rosto angelical, mas com pensamentos nem tão angelicais assim; imaginem aquela garota linda e popular da sua escola, aquela garota com quem você acha que nunca vai conseguir conversar.... Imaginou? Agora imagine que, em segredo, ela é uma talentosa e famosa autora de doujinshis... E, sim, eu estou falando da primeira definição de doujinshi que encontramos na wikipédia. Eriri é essa garota. Eriri é a amiga de infância, Eriri esconde seu lado otaku, Eriri é uma louca ciumenta, absurdamente maravilhosa, escandalosa, linda e com dentinhos pontudos. Sawamura Spencer Eriri é a garota certa para fazer a arte da VN de Tomoya.

   Porém, nem só de arte vivem os games, eles precisam de roteiro. E quem melhor do que Kasumigaoka Utaha, a belíssima aluna do terceiro ano, a maravilhosa Utaha... A estudante prodígio do ensino médio, a famosa autora de light novels.... Famosa no mundo otaku, porque no colégio, Utaha-senpai é somente a lindíssima Utaha-senpai. A Utaha é.... Boa com roteiros, boa com conselhos, boa em escrever loucamente coisas sanguinárias quando está irritada. Ninguém melhor do que a talentosíssima Kasumiagoka Utaha para transformar, em questão de roteiro, Kato em uma heroína.

   E por falar em Kato Megumi, meu Deus, o que é Kato Megumi?! Pensem em um personagem sem graça, apático, nonsense... É a Kato. E é isso que a torna maravilhosa. Kato não é um personagem sem graça, chamá-la de sem graça acabaria com a ideia que se têm de personagens sem graça. A Kato simplesmente não tem.... nada. Ela não se irrita, não se preocupa, não sente ciúmes, Kato não tem sentimentos, Kato é a apatia, Kato é boring... Kato é linda. Kato é incrível, Kato te conquista sem possuir nenhum tipo ou estereótipo, Kato é.... Kato. E Kato está convivendo com um bando de otakus e aprendendo a ser uma perfeita heroína e ela se esforça, à sua maneira, mas se esforça.

    Okay, temos o idealizador, a ilustradora, a roteirista, a heroína... Falta...? A trilha sonora! E essa parte importante fica à cargo de quem? Isso mesmo Hyoda Michiru, a prima de Tomoya. A garota é vocalista numa banda chamada Ice Tail, ela toca guitarra, nasceu no mesmo dia que o Tomoya e..... Bem.... Ela é....  Um pouco exagerada em suas reações e ao mesmo tempo um pouco ingênua em alguns pontos. Digamos que ela ainda não entendeu que ela é uma garota, que o Tomoya é um garoto, e que eles não têm mais sete anos de idade. Ela aparece bem no finalzinho... Mas também aparece no primeiro episódio, então não é spoiler falar dela.

   Pela segunda vez na minha vida, eu gostei de absolutamente todas as garotas, todas. Sem exceção. Cada uma delas é fantástica à sua maneira. E o Tomoya... O Tomoya é um amor cara, eu gosto muito dele. EU GOSTO DE PERSONAGENS OTAKINHOS VIRJÕES, OKAY? Mas, sendo mais séria, Saekano é mesmo uma história legal. Ele vai além de ser só um anime de slice of life sobre um grupo de adolescentes produzindo um jogo, tem algo a mais! Não que ele seja filosófico e profundo, não é isso, é mais uma questão de alguns questionamentos importantes. O Tomoya ele é um otaku e ele não tem vergonha de ser otaku. Ele não se importa se as pessoas vão achá-lo esquisito, ou estranho... E não podemos nos esquecer que ele vive sob o conceito japonês de otaku, que é ainda pior que o brasileiro. Na verdade, o Tomoya me lembrou muito os otakus brasileiros, em um certo ponto. Geralmente, quando eu pensava em um otaku japonês, eu pensava em alguém fanático por só animes, ou só games, ou só mangás... Mas o Tomoya não, ele é aficionado em tudo, ele gosta dos animes, das light novels, dos mangás, das figures, das OSTs, dos games... E eu achei isso muito legal. Eu gostei do fato dele gostar de si mesmo. Porque, às vezes, quando a gente é otaku acabamos tendo vergonha de assumir isso e ter de receber os olhares das pessoas em redor, mas ele não se importa com isso. Ele é Aki Tomoya, ele dita regra no mundo otaku, ele é apaixonado, ele é bom nisso e ninguém, nunca, vai tirar isso dele.


   Saekano foi a grande promessa cumprida da temporada. Ele deixou todo mundo com gostinho de quero mais, ele promoveu surtos, promoveu gritos, emoções... Saekano... Saekano deixou geral com vontade de jogar a visual novel que eles desenvolvem. Ele fez piadas com coisas estranhas, piadas com coisas otakus, piadas com os personagens.... Teve ecchi? Teve! Teve harém? Teve! Teve como shippar? Só se for um personagem com você mesmo.  Mas teve uma abertura e um encerramento viciantes e envolventes, teve identificação, teve feels.... Estou torcendo loucamente para ser confirmada uma segunda temporada. Para que eu possa rir, me divertir e surtar, mais uma vez com Saekano. Para que eu possa assistir esse inusitado círculo desenvolver o melhor galge que a comunidade otaku já viu!

Resenha: Akatsuki no Yona



   Duas palavras, um sentimento: AKAI KAMI!!! E o anime da vez é.... Akatsuki no Yona. Adaptado a partir da obra de Mizuho Kusanagi, Akatsuki no Yona, gira em torno de Yona, uma princesa que vê tudo que ela conhece e acredita desmoronar perante seus olhos. Yona é a princesa do reino de Kouka; ela é apaixonada por seu primo, Soo-won e vive feliz no castelo com seu pai, um rei que não gosta de guerras e preza pela paz. Entretanto, num fatídico dia, o gentil e doce Soo-Won assassina o pai de Yona, tomando o reino. A princesa é salva por Hak, seu amigo de infância e "guarda-costas", e juntos eles fogem do castelo. O anime estreou na temporada de outubro de 2014 e foi 2 cour, contando com 24 episódios. 

   Akatsuki no Yona é o que poderíamos chamar de ""shoujo de batalha"" (?) ou, pelo menos, quase isso. Enfim, eu assisti novamente um shoujo cuja trama em si é maior do que o romance e envolve outros elementos e tudo o mais. A história da princesa de cabelo vermelho é bem interessante e até instigante, eu diria. O anime me surpreendeu bastante, a narrativa me surpreendeu bastante. Inicialmente, eu não ia assistir Akastuki no Yona. Quando eu estava fazendo a lista da temporada de outubro de 2014 uma amiga estava ao meu lado; quando chegou a vez de ler sobre Akatsuki no Yona, minha amiga encarou a imagem e disse: "Gostei desse, assiste esse!" Então eu li a sinopse e achei a proposta interessante.... Aí deu no que deu.

   O que eu gosto nesse anime é, inicialmente, ele mostrar para todo mundo que não existe só shoujo de comédia romântica. Akatsuki no Yona mostra que shoujos possuem comédia e romance, mas esses não precisam ser os elementos centrais da trama e que esses elementos não precisam ser tratados em todas as tramas da mesma maneira. Em segundo lugar, eu gosto da Yona e da evolução dela, ou melhor, da busca pela evolução. Yona é uma garota de 16 anos que, do nada, têm sua vida virada de cabeça pra baixo. Ela perde o pai, foge do castelo ao qual pertence e tem de ver, de perto, como é seu reino de verdade. Ela começa a observar como é a sua terra, a terra que ela herdou, a terra que seu pai governava. Yona vê como as coisas são de verdade e quer fazer algo sobre isso, quer transformar a situação e para isso vai precisar de muita força. Isso sem contar o fato de que ela não tem como se defender sozinha; ela não sabe nenhum tipo de arte marcial, não sabe usar nenhuma arma, isso a torna totalmente dependente de Ha, mas ela também quer mudar isso. De um modo geral, o que Yona busca é força, seja ela física, mental, espiritual... Yona quer se tornar forte, cada dia mais forte, ela precisa ser forte, porque sua vida não é mais a mesma e nunca mais vai ser.

   Outra coisa que eu gostei bastante no anime foi a trilha sonora. Mais precisamente, a primeira abertura. Aquela peninha dá um clima tão gostoso para o anime, prepara o nosso coração tão bem para as emoções que virão.... Todos esses fatores somados à lembrança que a música me traz de InuYasha, nossa...

   Os personagens também são muito cativantes, todos; cada um tem alguma coisa que o torna especial e carismático, você acaba gostando bastante deles. Pelo menos quando se trata dos companheiros da Yona. E, não podemos deixar de falar do Soo-Won que é um baita mistério. Ele é absolutamente gentil e inteligente, mas então parece se desdobrar em um baita vilão, entretanto, parece que ele sofre muito também. Ele é complexo, não dá para saber o que o Soo-Won pensa realmente, não de maneira clara. De certa forma, à sua maneira, Soo-Won também é um personagem cativante.

   Mas, se falamos de Soo-Won, por que não falar de Hak? O Hak é, inicialmente, um General do castelo e líder da Tribo do Vento. Ele também é conhecido como Trovão e é uma espécie de "guarda-costas" da Yona. O Hak adora provocar a Yona e isso se mantém mesmo depois que eles fogem do castelo, ele tem um jeitão meio mal-humorado que casa perfeitamente com a aparência e com o resto da personalidade dele.

   Agora, eu vou falar sobre os personagens que vão aparecendo no decorrer do anime, portanto, se não quiser receber spoiler pule esse e os próximos três parágrafos. Vamos começar pelo Yun, o gênio bonitão capaz de fazer absolutamente qualquer coisa, ou quase qualquer coisa. O Yun é uma graça. Ele é mesmo um gênio, é mesmo bonitão (ainda que com feições meio femininas...) e ele é aquela pessoa que te dá casa, comida e roupa lavada. O Yun é um personagem bem massa, responsável por grande parte das minhas risadas durante o anime. Seria Yun a figura materna e responsável daquele grupo? Provavelmente!

   Se vamos falar dos companheiros da Yona, vamos falar dos dragões também, certo? Começando pelo Ki-ja, o dragão branco. O Ki-ja é vaidoso e gosta de se mostrar; ele é bem confiante em seus poderes advindos do sangue do dragão e esperou a vida toda para encontrar seu amado mestre e lutar por ele. O Ki-ja é uma graça, sério. Ele é o típico menininho rico jogado numa vida sem muito conforto, mas ele não reclama muito não, só as vezes.

   O segundo dragão a aparecer é Shin-ha, o dragão azul. O Shin-ha é a fofura em pessoa. Ele é todo tímido e caladão, mas é muito gentil e dedicado. O terceiro, quase mais cômico, mas com certeza mais espalhafatoso dragão é o Jae-Ha, o dragão verde. Jae-Ha é o rebelde, aquele que quer lutar contra seu sangue de dragão e seu destino. Ele é muito engraçado porque tem aquela personalidade galante e convencida e fala umas coisas que promovem interpretações bem duplas.

   O último dragão é o Zeno, o dragão amarelo. Zeno é hilário, mesmo. Ele é leve, divertido, meio maluco, desligado, ele tem uma personalidade muito legal, não sei explicar. Ele me transparece uma leveza, uma vontade de rir... O Zeno é desajeitado, comilão... O Zeno é perdidinho perdidinho da vida... O Zeno é.... O Zeno!

   Já deu para perceber que eu gostei bastante de Akatsuki no Yona. Não foi meu anime favorito de nenhuma das duas últimas temporadas, mas foi um anime bem legal, ao meu ver. Fazia tempo que eu não assistia um anime que se passasse na época dos reinos e tudo o mais, então, foi legal voltar a isso. Akatsuki no Yona é emocionante e engraçado, com algumas cenas mais sérias; ele traz à tona alguns questionamentos muito bons sobre a forma de governar um reino e tudo o mais, achei digna essa parte.

   O mangá ainda está em lançamento. Não sei se já tem scan em português, mas creio que tenha. Sei que tem no Manga Fox, mas lá é em inglês, e em outros sites em espanhol. Como eu já disse, é um shoujo muito bom com um enredo que prioriza muitas coisas além do romance. Portanto, sim, eu recomendaria Akatsuki no Yona à um amigo. Então, para terminar essa resenha, vamos a uma reflexão: Akatsuki significa aurora ou amanhecer; quando está amanhecendo, por conta dos raios solares, o céu tende a atingir uma coloração laranja ou avermelhada. Os cabelos da Yona são vermelhos. Akatsuki no Yona seria, ao meu ver, o amanhecer da própria Yona, o amadurecer da protagonista, a jornada no sentido literal e não literal da princesa de cabelos vermelhos. Bem poético, não? Dá ou não dá vontade de acompanhar esta história?

Resenha: Absolute Duo



   Vai um anime harém, com ecchi clichê aí, gente? A temporada de janeiro deu seu adeus nessa semana, então está aberta a temporada de resenha dos animes da temporada! E o primeiro anime sobre qual eu vou falar é Absolute Duo. Baseado numa light novel de mesmo nome, roteirizada por Takumi Hiiragiboshi e ilustrada por Yuu Asaba, Absolute Duo tem como protagonista Kokonoe Tooru. Tooru é portador de um Blaze, a manifestação da alma humana em forma de arma, e vai para uma escola onde os alunos são ensinados a utilizar, evoluir e melhorar seus respectivos Blazes. Acontece que a escola se utiliza do sistema de Duos, cada aluno tem um parceiro de luta, e assim Tooru acaba vivendo com uma bela garota de cabelos prateados. 

   Só pela sinopse já dá para perceber que ocorrerão muitos incidentes nesse anime, certo? Veja bem, um garoto de o que? 16 anos? morando junto com uma garota... Todos sabemos muito bem como essa história termina. Mas esse não foi meu problema com Absolute Duo. Logo nos primeiros episódios eu fui percebendo que o anime tinha uma pegada mais harém e a cada episódio a sua promessa de ecchi se intensificava mais e mais.... Porém, esse também não foi meu problema com Absolute Duo.

   O meu problema com esse anime foi o seguinte: ele meio que decepciona. A abertura dele é bem boa, ela dá a impressão de que o anime vai ser bem emocionante. Ela dá a impressão de que em um determinado momento da trama vão ter altas coisas explodindo e tudo o mais... Mas não tem. Pela abertura você espera muito mais ação e emoção nos episódios e isso não acontece. Não que os episódios sejam todos sem graça, ou que a história se desenvolva de maneira muito ruim, é só que eu esperava mais mesmo. Do último episódio principalmente.

   Foi uma perda de tempo total? Não. Eu me diverti em alguns momentos com o anime? Sim. Foi o pior anime da temporada? Não. Foi o melhor? Também não. Foi um anime mediano? Foi. Ele é legal, tem umas lutinhas maneiras, umas cenas engraçadas, uns personagens fofos. É um anime assistível. Eu achei que o protagonista fosse evoluir mais, não em poder, mas em personalidade mesmo. Digamos que ele ficou muito estagnado durante os 12 episódios. Entretanto, preciso admitir que no último episódio tem umas cenas legais. Tem uma cena em especial com um discurso bem bonito, com a opening tocando no fundo.... Enfim, não foi tudo perdido mesmo.

   Inicialmente, Absolute Dou me lembrou um pouco Strike the Blood.  Não em quesito de enredo, mas um pouco em quesito de forma.... Ah, vocês sabem do que estou falando né? O protagonista boa praça e bacana que quer proteger a parceira.... Aí todas as minas se apaixonam por ele... E elas sempre caem com os peitos na cara dele... Aí ele é acusado de ser tarado.... Talvez eu tenha dado uma desanimada com Absolute Duo por conta disso também. Eu já passei por toda essa forma e processo com Strike the Blood, então as vezes eu ficava meio: poxa, de novo? Entretanto, para quem gosta mais de ecchi, acho que, provavelmente, vai gostar mais de Absolute Duo. Eu estava esperando mais pancadaria mesmo, mais ação.... Porém, a trama do anime não é ruim não. Tem uns mistérios bacaninhas que te deixam curioso.

   Saldo final de Absolute Duo: ecchi, harém, Julie é uma fofa, Tooru é o que se espera do protagonista desse gênero de anime. A op prometia, o anime não cumpriu, ainda assim rolaram umas lutas bacaninhas. Se eu recomendaria o anime? Depende do que você está procurando. Se você quer um harém, ecchi, com personagens fofas, um protagonista boa praça e umas lutas para não ficar tudo só no slice of life, vai fundo bróder! Se não.... Bem, aí é outra história né? Ah, mas não dizerem que só falei mal, deixo um ponto positivo: achei as endings (sim, no plural) fofas e chicleteiras. E, sim, preciso admitir, Julie e Tooru são o Duo perfeito!


   

Resenha: Sukitte Ii Na Yo



   E eu assisti mais um shoujo alguém me segura, please!!!! As férias estão dando adeus, então, eu resolvi aproveitar e assistir tudo que tenha menos de 14 episódios e me der na telha. O escolhido da vez foi Sukitte Ii Na Yo, um shoujo, pois é. 

   De autoria de Kanae Hazuki, Sukitte Ii Na Yo é um mangá shoujo; o anime foi adaptado a partir do mangá e conta com 13 episódios e um OVA. O anime é da temporada de outubro de 2012. Sukitte Ii Na Yo conta a história de Tachibanada Mei, uma garota de 16 anos que, graças a um incidente na infância, não tem nenhum amigo. Tudo muda quando ela conhece Kurosawa Yamato, um garoto super popular que têm grande interesse em Mei. A partir do contato com ele a garota começa a confiar mais nas pessoas.

    Eu gostei desse shoujo. Uma coisa que eu vejo como um grande ponto positivo é que ele é menos "enrolativo" que os outros shoujos. Quero dizer, todo mundo sabe que shoujos costumam se pautar na enrolação. É uma demora para o casal se acertar, uma demora maior ainda para rolar beijo e fica naquele lenga lenga. Em Sukitte Ii Na Yo, não, o casal se acerta até que bem rápido. Na verdade, pelo o que eu vi no anime, Sukitte Ii Na Yo é mais a jornada de ambos como casal do que a jornada para que eles se tornem um casal, entendem?

   Outra coisa engraçada é como uma das personagens que eu achei que seria a maior "bitche" de todas acaba se tornando uma das mais legais. Eu detestei ela no começo e pensei: "Cara, essa menina vai ser a vilã mal-amada que vai tentar separar o casal a todo custo". Mas eu dei com a cara na porta e ela se tornou uma personagem bem legal ao meu ver. Pois é, vivendo e aprendendo.

    E já que eu estou falando dessa personagem em especial, vou falar um pouquinho de todos os personagens que mais aparecem, por assim dizer. Alguns eu não vou falar para deixar aquele gostinho de descoberta porque sim. Então, primeiro de tudo, temos a Mei. Ela é muito tímida, muito quieta e quando eu a vi pela primeira vez eu pensei: "Mano, que protagonista feia e sem graça!" MAS A MEI É LEGAL, GENTE! Conforme a história vai evoluindo você vai aprendendo a gostar dela. Ela é um pouco forte e esforçada, justa e honesta. Ela é uma personagem legal.

   O outro protagonista é o Yamato e ele é.... Como eu posso dizer? Bonito?! Essa é uma boa. O Yamato é bonito e popular, mas ele também é gentil e se preocupa com as pessoas. Geralmente, eu fujo de história de romance nas quais o protagonista é um cara bonito e popular, mas eu deixei uma chance a Sukitte Ii Na Yo. Talvez pelo fato do Yamato não ser um babaca, ou pelo fato que ele aborda a Mei, não sei dizer ao certo, mas que consigo gostar dele. Ele é meio fofo. E é o primeiro protagonista de shoujo, dos que eu assisto/leio, a não ter grandes problemas familiares e de relacionamento com as pessoas. Obviamente ele tem as cicatrizes dele e tudo o mais, mas nada que se compare aos problemas que os outros garotos dos shoujos que eu gosto têm. O Yamato é meio que a alma do casal, eu gosto disso, gosto de como ele é paciente e se esforça.

   A primeira personagem secundária a aparecer é a Asami. Ela é uma garota toda fofinha, delicada, gente fina e.... peituda. Só que a coitada sofre muito por ser peituda, porque aquelas magrelas invejosas do colégio dela ficam fazendo ela se sentir mal por ser sido agraciada pela biologia. A Asami é um amorzinho e é toda complexada com a aparência dela por conta das magrelas invejosas, pois é.

   Então temos o segundo secundário, o Nakanishi. Ele é engraçado, idiota, um pouco tarado e o motivo pelo qual a Mei conhece o Yamato. Ele é amigo do Yamato é apaixonado pela Asami. Eu o considero uma pessoa um tanto, ousada, num sentido não muito bom da palavra, mas ele é legal também.

   A terceira menina a aparecer na história é a Aiko. Ela é a garota que no começo eu achei que ia ser a super vilã, mas no fim, acaba virando uma das personagens mais legais. A Aiko tem um passado meio trash com os ex-namorados dela, a coitada sofreu pra caramba. Por conta disso, quando ela aparece, as intenções dela não são das melhores, mas com o tempo ela passa para o lado certo da força. Eu gosto do jeito meio combativo dela, ela é meio agressiva as vezes, mas por bons motivos e com quem merece. Por último, vou falar sobre o Taxiava que é.... o namorado da Aiko.

   Panorama geral de Sukitte Ii Na Yo: é um shoujo legal. Ele é menos enrolado no quesito "fazer o casal aceitar que se gosta e que deve ficar junto", mas vários pequenos obstáculos vão surgindo depois. É mais "parado" do que os outros shoujos que eu estou acostumada e menos engraçado também. Foca mais no romance do que na comédia, mas até que não é muito meloso não. Pela primeira vez eu assisti um shoujo sem derramar uma única lágrima. (Pausa para pensar se eu derramei alguma lágrima em Ookami Shoujo to Kuro Ouji.... Não, impossível). É, acho que foi o único shoujo que não me fez chorar, mesmo. Mas, como eu disse, é legal e meio fofinho.

    No quesito abertura e encerramento eu diria que ambos são okay. Só okay mesmo. Se bem que a música do encerramento é animadinha e meio legal. Entretanto, ambos combinam bastante com o clima do anime, é que não mexeram com o meu coração, apenas. Por assim dizer.

   Portanto, se você gosta de shoujo, assista Sukitte Ii Na Yo. Se você estiver curioso assista também. Se você não tiver nada para fazer assista só para poder dizer que já assistiu um shoujo na vida e.... Okay, sério. Para quem gosta de shoujo eu recomendo, para quem não curte muito o estilo se quiser matar a curiosidade fique à vontade.

Resenha: Ano Hana



   E eu resolvi despedaçar meu coração de vez! Às vezes, por algum motivo aleatório você decide que está na hora de despedaçar seu coração, aí o que você faz? Isso mesmo, você vai lá e assisti Ano Hana.

   Ano Hi Mita Hana no Namae wo Bokutachi wa Mada Shiranai (Nós ainda não sabemos o nome da flor que vimos naquele dia), mais conhecido como Ano Hana, é um anime da temporada abril de 2011 famoso por despedaçar corações. Ano Hana conta a história de um grupo de amigos de infância que cresceu e se afastou. Um deles é Jintan que, agora no colegial, é um hikikomori (um cara que só fica recluso em casa e não faz nada da vida). Durante o verão, Menma, um membro do grupo de amigos, aparece na vida de Jintan dizendo ter um desejo. Para realizar o desejo de Menma, Jintan tem de reencontrar e reunir seus velhos amigos.

   O panorama geral da história, sem spoiler, é isso. Eu podia contar só mais uma coisinha, algo bem básico mesmo, mas eu achei tão legal ir deduzindo aos poucos ao longo do primeiro episódio, que vou deixar isso em off.

   Ano Hana, ai gente, Ano Hana quebrou meu coração. Eu estou até agora despedaçada por esse anime. Ele é lindo, não tem outra palavra para expressar, é lindo. Se eu achei Angel Beats destruidor, saibam que Ano Hana é morte certa! Todo mundo diz chorar com Ano Hana e, de fato, eu comecei a chorar logo que vi o ending pela primeira vez. Você tem de ser muito coração de pedra, ou muito forte, para não chorar com Ano Hana. Para vocês terem uma noção, no último episódio eu estava chorando tão alto, mas tão alto, que minha mãe veio ver se tinha acontecido alguma coisa comigo. Ando assistindo muito anime de fazer chorar né? Mas, vejam, eu sou muito mole, então talvez uma pessoa mais normal e controlada aguente o tranco.... Talvez.... Porque é difícil... Mas é lindo, muito lindo! É tão lindo que você chora pela beleza do anime.

   O grupo de amigos que eu falei é composto por seis pessoas: três meninos e três meninas. Eu vou falar um pouco deles agora porque acho importante. Certo, vamos lá. Primeiramente, nós temos o Jintan (Yadomi Jinta), ele é um hikikomori, então ele só vive trancado em casa, não vai escola, enfim, ele não faz nada da vida. Mas tem um motivo para isso, um bom motivo. Quando criança ele era o líder do grupo de amigos e é ele quem decide conceder o desejo de Menma, o que acaba acarretando a reaproximação dos Super Protetores da Paz. Sim, esse era o nome do grupo de amigos deles.

    Então, temos a Menma (Honma Meiko), que é uma linda, uma fofa, uma maravilhosa.... Ela é sempre animada, feliz, é bagunceira... A Menma é uma criança ainda, pois é. Ela se preocupa muito com os outros, ela é muito gentil, mesmo. E quando alguém que ela gosta se fere, de qualquer maneira que seja, ela chora. Eu amo muito, muito, muito a Menma, mesmo. Ela é uma fofa e é a grande chave do enredo do anime.

   A segunda da garota do grupo é a Anaru (Anjou Naruko), ela é muito linda. Acho que essa foi a primeira coisa que reparei nela, ela é linda. Ela estuda na mesma escola que o Jintan e ela é bem fria com ele, principalmente perto das amigas atuais dela; porém, ela ainda se preocupa com o antigo amigo. As meninas que a Anaru anda são um problema, elas não passavam na minha garganta nem um pouco. A Anaru tem uma coleção gigante de mangás e video-games. Ela também tem invejinha e ciuminho da Menma por conta do Jintan.

   O outro menino do grupo é o Yukiatsu (Matsuyuki Atsumu), ele estuda numa escola super fodona que prepara os alunos para o vestibular. É totalmente indiferente ao Jintan no presente. Atualmente ele é bonito, inteligente e popular, tradução, as meninas da escola dele ficam todas suspirando por ele, mas ele não dá bola para nenhuma. O Yukiatsu é muito atormentado pelo passado, é um dos casos mais críticos de todos os seis amigos, creio.

   A terceira garota do grupo é a Tsuruko (Tsurumi Chiriko), ela estuda na mesma escola que o Yukiatsu e é bem séria. Ela está sempre observando as coisas e é bem lógica. É a única a manter contato direto com alguém do antigo grupo de amigos, ela ainda é próxima do Yukiatsu. A Tsuruko é.... eu não sei, eu só gosto dela.

   O último membro dos Super Protetores da Paz é o Poppo (Hisakawa Tetsudo), ele é o mais animado e divertido de todos. Na infância é o mais baixinho, mas agora ele é bem alto. O Poppo não frequenta nenhum colégio, ele viaja pelo mundo com o dinheiro que junta trabalhando. Na infância ele admirava muito o Jintan e se diz grato aos amigos por o terem aceitado no grupo.

   Sobre os seis personagens eu só digo uma coisa: não se enganem, todos eles são sofredores no fim das contas. Mas no fim de tudo as coisas melhoram, e aí você chora, pois é. Com relação a opening e ao ending eu preciso elogiar muito, muito mesmo. Principalmente o ending. Ele é um daqueles endings que só de ouvir a música você já lembra do anime, ele é muito marcante, é muito bonito.  É tudo muito bonito em Ano Hana.

   O saldo final de Ano Hana foi: muitas lágrimas, muitas risadas, muito sofrimento, mais risadas e, por fim, mais lágrimas. Mas eu recomendaria super, para qualquer um. Ano Hana é um daqueles animes que você precisa assistir antes de morrer, tudo que falam dele é verdade. É muito bom mesmo. E só tem onze episódios! Portanto, nesse finalzinho de férias, tire um ou dois dias e assista Ano Hana. Você vai rir, chorar, se emocionar, mas, no fim de tudo, vai valer muito a pena, mesmo. Eu enxergo uns valores legais em Ano Hana, acho importante ressaltar isso. Acho que ele te faz pensar um pouco que perdoar é importante, mas se perdoar é tão importante quanto perdoar o outro. Então, assistam Ano Hana e chorem comigo. Afinal, Ano Hana é um daqueles animes lindamente insuperáveis!  

Resenha: Angel Beats


   E eu assisti Angel Beats, caramba! Okay, isso deve ter soado muito aleatório, mas na minha cabeça estava muito melhor, acreditem. Angel Beats é um anime que eu queria assistir desde o início de 2014, mas eu sempre inventava que estava sem tempo e não assistia, porém, como agora eu estou de férias, tomei vergonha na cara e assisti. O que eu posso dizer sobre isso? Vou usar palavras não minhas: "Angel Beats é amor e dor!" 

   Da temporada de abril de 2010, Angel Beats se passa em uma escola de "vida após a morte". Situado em algum lugar entre o Céu e a Terra, o local serve para que as almas aprendam a abandonar as suas tristezas e arrependimentos antes de desaparecer e reencarnar em uma nova vida. Acontece, que quando o aluno desaparece, ninguém sabe, exatamente, para onde ele vai. Por conta disso, alguns alunos "se rebelam" formando um grupo de rebeldes. Yuri, a líder do grupo, luta contra um Deus que a destinou a ter uma vida sem propósito. Do outro lado, temos a presidente do conselho estudantil, lutando contra o batalhão dos rebeldes. É nesse cenário que Otonashi, um jovem sem memória, se vê ao acordar no colégio.

    Resumindo, tudo bem resumido, é isso. Basicamente, o Otonashi acorda no colégio e a Yuri já manda a real para ele: "A gente luta contra o Anjo!" Após 13 episódios disso, eu chorei igual a uma criança. Eu sei que eu sou uma pessoa de coração mole, eu sei que eu choro com tudo mesmo, mas Angel Beats, cara.... Você tem de ser muito forte ou muito coração de pedra para não chorar com Angel Beats. Cada personagem tem uma história diferente, uma mais triste do que a outra, é, verdadeiramente, amor e dor! Vou repetir isso para sempre, porque é a única coisa capaz de exemplificar as sensações que perpassam o seu ser após assistir esse anime.

   Angel Beats tem uma gama de personagens bem grande; como tem o grupo dos rebeldes, é meio complicado falar de um por um, então, eu vou falar só dos três "principais", por assim dizer. Eles são responsáveis por quebrar seu coração em mil pedacinhos, embora a menina Yui também tenha me destruído totalmente.

   Primeiro, temos o Otonashi. Otonashi é o protagonista, ele acorda no colégio, do nada. Ele mal consegue lembrar o próprio nome, portanto, ele não sabe de nada do que aconteceu com ele quando ainda estava vivo. O Otonashi é um amor de pessoa, ele é muito gentil e se preocupa com as pessoas. Inicialmente, ele fica bem perdido, porque ele não consegue entender o motivo pelo qual os rebeldes têm de lutar contra o Anjo. Mas faz sentido ele não entender, porque, de fato, é complexo.

   Depois, temos a Yuri, a líder do esquadrão dos rebeldes. A Yuri é uma líder e tanto. Ela é determinada, é inteligente e muito dedicada ao seu esquadrão. A Yuri tem muitos problemas com Deus, ela quer lutar contra o próprio Deus, ela quer confrontá-lo. A vida dela não foi nada fácil, e ela ainda é bem apegada a esse fato. Yuri sofreu, aquela menina, aí como sofreu.... Dá para entender bastante esse lado mais revoltado dela. Mas ela é uma boa pessoa, e tudo se deve exatamente a esse fato, a Yuri é ótima pessoa.

   Por último, eu vou falar da Kanade. A Kanade é o Tenshi (o Anjo), que luta contra os rebeldes. Isso vai soar estranho nesse instante, mas ela é uma fofa. Ela é um amor. A Tenshi tem uma coisa meio fria, meio distante, mas ao mesmo tempo ela é gentil. É o dever dela, como presidente do conselho estudantil, assegurar a paz no colégio e ir contra as "arruaças" que os rebeldes causam. Mas ela é tão linda!

   Como eu já disse, tem vários outros personagens, alguns bem engraçados, como o Hinata. Sim, ele é menino, mas ele chama Hinata; sim, quando eu ouvi o nome dele eu pensei automaticamente na Hinata do Naruto; não, não consegui desassociar isso até agora; sim, ainda acho que ele tem nome de mulher! Porém, como eu também já disse, são muitos personagens e se eu começar a falar de cada um deles não vou terminar essa resenha nunca mais, portanto, fiquem com esses aí que eu citei.

   Uma coisa que merece destaque em Angel Beats, além do enredo destruidor de corações, é a opening e o endind, que são muito bons, ambos. A opening é linda, sério. É uma coisa maravilhosa, ela sozinha já é bem chorável. E o ending... não fica atrás. Basicamente, eu sinto que quando criaram Angel Beats, resolveram acabar com a nossa vida em todos os níveis possíveis. Então, a história é chorável, os personagens são apaixonantes, a opening e o ending são choráveis.... Tudo nesse anime é feito para fazer você sofrer. Vou repetir pela terceira vez: é amor e dor!

   Eu acho que tem uma coisa muito legal em Angel Beats que é a questão de fazer você pensar na sua própria vida. Como são vários personagens diferentes, e todos estão mortos, e eles têm seus arrependimentos e tudo o mais, isso faz com que você pense e analise a sua própria vida. Em vários momentos eu me peguei pensando: "Cara, a minha vida é boa pra caramba, eu reclamo de barriga cheia!" Porque, apesar de ser só uma história, os acontecimentos na vida dos personagens são bem plausíveis no mundo real. É coisa que você sabe que pode acontecer de verdade e que acontece, com algumas pessoas acontece. E pensar nisso... Cara, pensar nisso é importante, porém destruidor.

   Quando eu fui assistir Angel Beats, eu já fui pronta para chorar. A pessoa que me indicou me disse: "Assiste, você vai gostar. Você vai chorar pra caramba também, mas você vai gostar!" Por conta disso, quando eu comecei o primeiro episódio eu já estava naquela agonia de querer entender porque eu ia chorar, conforme eu fui assistindo o anime eu fui entendendo o motivo. Eu verdadeiramente entendo porque todo mundo diz que você chora com Angel Beats.... É porquê... Ai, cara, é porque Angel Beats é Angel Beats mano! Porque está todo mundo morto, aí você vai pensar na sua vida, e na sua morte e em outras coisas aleatórias.... Vou falar pela quarta vez: É amor e dor!


   Okay, chega de chororo. O que importa é o seguinte: o anime é lindo, o enredo é lindo, a arte é linda, a trilha sonora é ótima. É tudo muito maravilhoso e eu indicaria Angel Beats para qualquer pessoa que me perguntasse sobre um anime legal. São 13 episódios, eu assisti tudo em um dia, então, dá super para assistir nesse finalzinho de férias. Além do anime, existem duas séries em mangá e uma light novel, sobre os quais eu não posso dar mais informações do que sua própria existência. Portanto, nesse finalzinho de férias, para fechar tudo com chave de ouro e começar o ritmo acelerado de 2015 para valer, assistam Angel Beats e sejam felizes. Você chora, mas você fica feliz com isso, sério!