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Resenha: O Chamado do Cuco



   E o livro da vez é O Chamado do Cuco!!! Antes de dizer qualquer coisa sobre o livro gostaria de registrar que estou nas nuvens por ter lido ele. Agora sim, podemos começar. 
   
   O Chamado do Cuco é um romance inglês (policial) de autoria de Robert Galbraith. O livro foi muito comentado no ano passado por ter uma coisa especial em relação a ele, Robert Galbraith é pseudônimo de J.K.Rowling, famosa por ter escrito a saga Harry Potter. A obra, que deixou os fãs de Potter em polvorosa, recebeu ótimas críticas pelo mundo e venho pra provar o talento do gênio que é Rowling.

   O livro começa de um jeito bem discreto, nada de muito espalhafatoso. A cena inicial, na verdade toda a cena narrada no prólogo, retrata uma área onde ocorreu um crime. Uma modelo caiu da sacada do seu apartamento, têm policiais, paparazzis e pessoas por todo o lado. A parte dos peritos e dos investigadores chegou a me lembrar CSI.

   Passam-se três meses e é ai que a história começa de vez. Agora, o personagem representado da vez é uma garota chamada Robin. Ela acabou de receber um pedido de casamento do namorado e vai em direção a um novo emprego. Robin é cadastrada numa empresa chamada Temporary Solutions que envia secretárias temporárias para trabalhar em escritórios, a garota foi designada para trabalhar no escritório de Cormoran Strike, um detetive particular que está, se me permitem o palavreado, na merda. De todos os personagens ferrados que eu já conheci, com certeza Cormoran é um dos mais ferrados. Ele acabou de se separar da mulher, não tem onde morar e tem o encontro mais cômico e constrangedor possível com Robin. Strike se choca com Robin e impede que ela role escada a baixo, ela a segurou em um lugar que não devia ter segurado, não vou dizer onde, leiam pra saber. Strike recebe um novo cliente, John Bristow, irmão de Lula Landry ( a modelo que caiu da sacada no início do livro), pedindo que Strike investigue a morte de Lula. Três meses atrás a polícia havia declarado suicídio, Lula havia pulado, entretanto, John não acha que essa seja a verdade, então procura Strike para que ele descubra quem matou a jovem Landry. Apesar de relutar inicialmente, Strike acaba aceitando trabalhar para John e é ai que a história verdadeiramente começa.

   Num mundo cheio de famosos, gente rica, drogas e distúrbios mentais, Strike investiga a morte de Lula em uma narrativa leve, simples, instigante e incrivelmente viciante. Mesmo que inicialmente as coisas pareçam calmas demais, depois de alguns capítulos você simplesmente não consegue parar de ler. Na realidade, na metade do livro você necessita ler mais e mais a cada segundo e o final, é mais que surpreendente.

   Eu nunca tinha lido um livro sobre detetives antes, nem mesmo Sherlock, porém se todos eles forem como O Chamado do Cuco, devo admitir que vale muito a pena. Uma das coisas que me chamou a atenção, na verdade uma das coisas mais legais do livro todo é a relação de Robin e Strike. A Robin é discreta, esperta, pensa rápido e apesar de nunca ter trabalhado para um detetive antes é muito útil na investigação. Quanto a Strike, ele está longe de ser um galã, fisicamente não há nada de atrativo nele, mas o detetive é um personagem e tanto. A forma com que ele trabalha, as perguntas que ele faz, as deduções... Tudo isso somado ao fato de que está endividado, não tem esposa e nem onde morar o tornam um personagem muito cativante

   Durante a trama eu mudei de ideia umas mil vezes. Cada hora eu achava que o assassino era uma pessoa, mas no fim, quando eu descobri, meu queixo caiu. De todas as pessoas do mundo, eu nunca, nunquinha pensaria naquela pessoa, foi uma jogada e tanto da parte de Rowling colocá-lo como culpado. É gente, o assassino não é o mordomo (Lula nem mesmo tinha mordomo).

   Eu ia falar dos personagens, porém eu não farei isso porque qualquer informação vai excluir alguém como culpado e eu me recuso totalmente a fazer algo assim. Então, como eu já falei da Robin, eu meio que me apaixonei por ela gente, e do Strike, ele é tão legal, vou falar da Lula. A Lula é uma linda e eu tenho um grande dó dela. Apesar de não ser possível descobrir muito sobre ela no livro, o pouco que a gente descobre sobre a personalidade dela faz com que eu a ame. Eu gosto dela.


   Em resumo o livro é instigante e viciante. Isso sem contar que a capa é linda, a diagramação razoável e as páginas tem um cheiro muito bom. O Chamado co Cuco com toda a certeza veio para tirar toda e qualquer dúvida que exista sobre o talento de J.K.Rowling e mostrar que ainda é possível se escrever sobre detetives particulares no mundo moderno, mais especificamente na Inglaterra moderna. O livro merece todas as estrelinhas existentes no mundo literário e precisar estar na sua lista de livros para se ler em 2014. Leia, devore e junte-se a Robin e Strike para descobrir, quem, afinal, matou Lula Landry!

Resenha: As Crônicas de Nárnia



   E depois de muito tempo sem resenhar livros, enfim eu volto a fazer isso e o escolhido da vez é um livro muito especial. Senhoras e senhores, eu resenharei agora, As Crônicas de Nárnia de C.S.Lewis. Clássico dos clássicos, a série é constituída por sete livros. Eu li o exemplar volume único, o mesmo da imagem acima, mas também existem as versão separadas dos livros. 

   Antes de começar a falar um pouquinho sobre cada um dos livros, eu vou contar uma coisa que eu não sabia até pegar o volume único em mãos. A disposição dos livros no volume único serve uma ordem cronológica das histórias em si,  não a ordem de publicação. Quando foram lançados a ordem dos livros era: O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa; Príncipe Caspian; A Viagem do Peregrino da Alvorada; A Cadeira de Prata; O Cavalo e seu Menino; O Sobrinho do Mago e A Última Batalha. Como já dito, a ordem em que os livros aparecem no volume único não refere-se a publicação, mas sim a ordem cronológica dos fatos segundo a grande história de Nárnia. Agora, vamos a resenha, vamos falar um pouquinho de casa livro. 

   A história de Nárnia (mundo e país) começa em O Sobrinho do Mago, que conta a história de duas crianças Digory e Polly que se conhecem durante as férias e começam a brincar juntos e tudo o mais. A mãe do Digory era doente, portanto, ele e ela moravam com os tios dele, dois chato rabugentos. O tio do Digory era uma tipo de mago, que desenvolveu uns anéis que podiam te levar para outro mundo, graças a esses anéis eles acabam por chegar em uma espécie de "limbo", um local onde não meio que um mundo nenhum e a partir desse mundo eles chegam a Nárnia. Na época Nárnia ainda não era Nárnia, ela estava sendo criada, e (ATENÇÃO, ALERTA DE SPOILER), eles assistem o próprio Aslam cantar Nárnia. Não digo mais nada sobre esse livro, se quiserem saber vão ter de ler.

   Passam-se muitos e muitos anos e Nárnia é tomada pela Feiticeira Branca, que faz o país viver o maior inverno de todos os tempos. É nesse contexto que chegam ao local Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, quatro irmãos que estavam passando as férias na casa de um velho professor por conta da guerra. Lúcia é a primeira a ir até Nárnia, através de um enorme guarda-roupa que fica numa sala vazia, mas ninguém acredita nela, os irmãos começam até a achar que a coitadinha tá biruta. O Edmundo também vai a Nárnia e encontra com a Feiticeira Branca, porém quando ele volta pro mundo em que eles vivem, ele diz que a Lúcia tava mentindo e que não existia Nárnia nenhuma. Entretanto, um belo dia, todos os quatro irmãos acabam entrando no guarda-roupa e chegando até Nárnia, onde descobrem que fazem parte de uma profecia e lutam ao lado do próprio Aslam. Este é o famoso O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, se você quer saber mais sobre a profecia e Aslam, leia esse livro também.

   O terceiro livro do volume único é O Cavalo e Seu Menino. Essa história se passa durante o reinado dos quatro irmãos em Nárnia, e narra o que acontece com Shasta, um menino criado por um pescador bem malzão. O coitado do menino foi encontrado pelo pescador da Carlomania, é tratado como um escravo por este. Só que Shasta acaba conhecendo um cavalo falante de Nárnia e juntos eles decidem fugir pra lá. No meio do caminho eles conhecem Aravis, uma tarcaina que estava fugindo pra não se casar com um cara nada legal, e Huin, uma égua falante também de Nárnia. A partir daí várias coisas acontecem, coisas que eu não vou contar. Ah, tem uma coisa, esse livro ele é meio "alheio", quero dizer, a história dele se passa entre O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa e o Príncipe Caspian, embora ele tenha sido publicado depois de ambos.

   Passam-se mais anos em Nárnia, o país é tomado pelo telmarinos e atual regente, que aspira ser rei, é um baita de um tirano. Quando o filho desse regente nasce ele resolve que vai matar Caspian, sobrinho dele e verdadeiro herdeiro do trono de Nárnia, obrigando o menino a fugir pra floresta e se juntar aos animas falantes e autênticos narnianos. É nesse contexto que retornam os quatro irmãos, dessa vez com o intuito de ajudar Caspian a reaver seu torno e livrar os narnios do regente que tá afim de dizimar o povo legítimo do país. Esta e a história de Príncipe Caspian, um livro bem legal, mas que tem uma notícia não lá muito boa no fim.

   O próximo livro é A Viagem do Peregrino da Alvorada. Ele conta com a presença de Lúcia, Edmundo e Eustáquio, primo dos dois irmãos. A narrativa é a seguinte: Caspian está navegando para além da Ilhas Solitárias a procura de uns fidalgos amigos do pai dele; Lúcia e Edmundo, por sua vez,estão passando as férias na cada do primo Eustáquio (um chato de galocha, diga-se de passagem, mas que aos poucos vai ficando menos desagradável) e do nada eles vão do quarto da Lúcia para o meio do mar, onde encontram o navio de Caspian, o Peregrino da Alvora. O resto da história vai se desenrolando conforme eles vão passando pelas ilhas e encontrando e descobrindo o que aconteceu com os fidalgos. No fim dele tem uma notícia não muito legal, eu não gostei muito pelo menos, então leia pra saber.

   Mais uma vez se passam dezenas de anos em Nárnia, dessa vez quem retorna é Eustáquio, que agora já não era mais um chato, e Jill, uma menina que estuda na mesma escola que o Eustáquio e vive sofrendo na mão das outras crianças do colégio. Esse é o cenário do livro A Cadeira de Prata, onde Jill e Eustáquio recebem uma tarefa do próprio Aslam: encontrar o filho do Caspian que tinha desaparecido há anos. Juntamente com o paulama, Brejeiro, as duas crianças saem nessa empreitada cruzando com gigantes, damas de verde e criaturinhas curiosas.

   O último livro, tanto em história quanto em publicação, é A Última Batalha, livro no qual mais uma vez Jill e Eustáquio retornam a Nárnia para ajudar o atual rei a arrumar a bagunça total que está acontecendo no país. A bagunça era a seguinte: um macaco muito safado chamado Manhoso, convence o "amigo", um jumento chamado Confuso, a vestir uma pele de leão que eles encontram no rio. O macaco diz que é pra proteger do frio e tudo o mais, mas na verdade ele começa a fazer o Confuso se passar pelo próprio Aslam, enganando todos os narnianos e os escravizando com o apoio dos carlomanos. É o livro que mais da agonia, sério, é completamente diferente de todos os outros e o fim, cara o fim é espetacular, sério.

   Agora que eu já falei um pouquinho de cada livro eu vou falar da série em si. Preparem-se, vou fazer uma afirmação, na verdade é uma revelação, e é assustadora. Preparados? Vamos lá. As Crônicas de Nárnia é tipo uma Bíblia para crianças!!! Não, vocês não entenderam errado, Aslam é Deus. Estão lembrados que eu disse que em A Viagem do Peregrino da Alvorada tinha umas das minhas frases favoritas de todos os livros, então, a frase é assim: A Lúcia pergunta pro Aslam se ele existem também no mundo dela e ele responde "Existo, porém com outro nome!" É, gente, Aslam é Deus. Essa é uma das coisas mais perceptíveis em toda a saga e é isso que me faz dizer que essa saga é muito especial.

   A maneira como Aslam aparece, a maneira como ele trata os narnianos e também os filhos de Adão e as filhas de Eva, é a coisa mais linda que você vai ver na vida. Quanto ele canta o planeta, quando Nárnia aparece pela primeira vez, é uma cena tão linda, tão maravilhosa que você sente vontade de chorar. Não chorar de tristeza, nem de medo, mas chorar de admiração. É tão perfeito, é tão lindo, é indescritível, só lendo pra entender.

   Tem muita teologia em As Crônicas de Nárnia, mas não é por causa disso que você deve ter receio de ler. Em nenhum momento da história é apresentada a doutrina de nenhuma religião específica, mas é a gente vai lendo e vai percebendo umas coisas que são muito inegáveis. Até mesmo Platão é citado, e da maneira mais divertida possível.

   Lewis tem uma narrativa super leve, bem humorada, naturalmente deliciosa de se ler. Nada é forçado, tudo flui na narrativa e você lê muito rápido, todos os livros. Você se identifica com os personagens, ou ao menos com as ações deste e você não se importa de não ser mais criança, Nárnia se torna um lugar onde você quer e precisa visitar. É um clássico por merecimento, de verdade, Lewis merece todas as honras prestadas a ele, e Nárnia merece cada um dos fãs, leitores e defensores que possuí.

   No volume único tem um bônus, uma coisinha a mais. Tem um texto do próprio Lewis, intitulado Três Maneiras de Se Escrever para Crianças, e cara, eu li fiquei com os olhos brilhando. A maneira como ele defende seu amor pelas histórias fantásticas, a maneira como ele lhe diz que não há mal algum em ler livros infantis desse gênero é maravilhosa. Serve pra quem gosta de ler, pra quem gosta de escrever, pra quem é educador... Enfim, é muito perfeito.

   As Crônicas de Nárnia, sem dúvidas, é um daqueles livros que você precisa ler antes de morrer. Todo mundo devia ler essa série, todo mundo deveria ler sobre Aslam e se encantar pelas maravilhas desse mundo distante e paralelo ao nosso, esse mundo que todos gostaríamos de visitar. Nárnia é viva, ensolarada e acolhedora, e ela abre os braços para todos os filhos de Adão e filhas de Eva que queira conhecê-la. se eu tivesse Scoob eu daria 10 estrelas fácil pro livro. Então eu peço encarecidamente que você leiam Nárnia e se deixem levar por essa maravilhosa fantasia. Afinal, não existe nada de errado em se ler um livro para crianças, desde que seja um bom livro para crianças!

   

Resenha: Vidas Secas



   E enfim eu tomei vergonha na cara e vim resenhar Vidas Secas. Eu terminei o livro no fim de semana passado e era pra eu ter feito a resenha um dia depois da resenha de K-On, mas eu fiquei enrolando e fiquei com preguiça e acabei não fazendo nada. Então, eu tomei vergonha e vim resenhar, mas eu tô morrendo de sono, morrendo mesmo, só que se eu não resenhar agora não resenho nunca mais, então me perdoem se eu disser alguma bobagem muito grande. 

   Pra começar Vidas Secas é de autoria de Graciliano Ramos e é um dos livros que está na lista de leitura do vestibular Fuvest e Unicamp, motivo pelo qual eu li o livro. O livro conta a história de uma família de retirantes nordestinos e basicamente é bem isso mesmo. Não tem muito o que dizer sobre a sinopse do livro, porque, ele é exatamente isso a história de uma família de retirantes nordestinos que, que sofrem com a seca e têm uma cachorra chamada Baleia.

   Vidas Secas é um livro muito surpreendente, digo, pelo menos a mim ele surpreendeu bastante. A começar pela capa da edição que eu li (a que está na imagem ai de cima). A ilustração retrata a Baleia, a cachorra da família e, a arte já é legal porque mostra meio que um aspecto do livro, uma coisa bem irônica ao meu ver. Uma cachorra chamada Baleia que de baleia não tem nada, afinal ela é super magrela. Quanto a narração o livro também surpreendeu bastante. Por tratar da seca e tudo o mais, eu achei que a linguagem ia ser bem mais maçante e complicada, a julgar por outros livros que tratam de aspectos semelhantes, mas não é nada disso. A narrativa é bem simples e fácil de compreender. Tem um ou outro termo mais complicadinho, mas nada que uma boa olhada com atenção não resolva.

   Um aspecto importante da obra é a maneira como os personagens não só são retratados, como também a maneira que eles mesmo se veem. O Fabiano, o chefe da família, repete em várias partes do livro que ele é um bicho, e isso é uma coisa muito interessante. Ele não se vê como um ser humano, ele é só um nordestino fugindo da seca, vivendo pra servir o patrão, ele não tem estudo e ele nem precisa de leituras ou coisas do gênero. Isso é meio triste assim, mas é um retrato que meio que mexe com você, então é legal. Outra coisa muito importante é que a Baleia, a cachorra, é a mais humana do grupo. O modo como ela é retratada, as ações e sentimentos dela são todos muitos mas profundos do que o de qualquer membro da família.

   Não é um livro difícil, acho que é um dos mais fáceis da lista de leitura do vestibular, e mesmo você pensando que ele vai ser uma merda, ele não é uma merda, ele é legal, não é grande e vale a pena ler. Geralmente livro de vestibular é sempre um horror assim, poucos se salvam, e Vidas Secas está no meio daqueles que se salvam.

   A narrativa é parada e mortinha, mas não é muito cansativa, você consegue ler ela até que bem rapidamente, coisa que geralmente não rola com livros muito antigos, então só por causa disso ele já merece uma estrelinha bem brilhante. Pra quem gosta dessa temática de seca, nordeste e afins é uma ótima pedida e pra quem vai prestar vestibular, para logo de enrolar e lê que você vai se surpreender mesmo.

   Basicamente eu acho que é isso, não tem muito o que falar sobre ele, porque eu gostei, mas não é aquele livro que você fica: nossa que perfeito! Então, é bem isso mesmo. Pra confortar quem tem de ler, digamos que não dói ler ele, você nem sente e termina super rápido, então, vale mesmo a pena ler porque você via se surpreender também, sério.

Resenha: Viagens na minha Terra



   Depois de um leve sumiço, enfim eu retorno a esse blog (nossa quanto drama,Andreza). Dessa vez o assunto é ninguém mais ninguém menos que o livro Viagens na Minha Terra do Almeida Gerrett. 

   Não, vocês não leram errado, eu estou falando do Viagens na Minha Terra, aquele livro que vai cair no vestibular, ele mesmo, e é exatamente sobre ele que eu vou resenhar. Ok vamos lá.

   De autoria de Almeida Garrett, Viagens na Minha Terra é um livro pertencente ao romantismo que fala, bom, é meio difícil dizer ao certo sobre o que ele fala, basicamente, é sobre a guerra civil de Portugal, aquela que acontece depois que D.Pedro I volta pra sua saudosa terrinha.

   Inicialmente o livro é bem chato, um porre pra falar a verdade. Ele fala sim sobre a guerra civil, mas ele não conta as história que acontecem no meio da guerra, e sim uma visão de fora e é uma enrolação. O primeiro capítulo custa a ser lido, e olha, já vou avisando, a menos que você saiba ao menos um tiquinho sobre a guerra civil de Portugal ou leia verdadeiramente com muita atenção, você não entenderá nada dos primeiros dez capítulos do livro.

   Eu comecei a ler o livro uma vez e abandonei, era chato, monótono, eu não entendia lhufas do que estava escrito e as divagações do autor, tão presentes na obra, em nada ajudavam. Por fim, como ia ter aula livro sobre a obra no cursinho que eu faço, voltei a ler o livro, prestei mais atenção e consegui entender mais ou menos o contexto do livro.

   Uma vez que você se habitua à narrativa do Almeida Garrett fica bem mais fácil de você compreender a história, e você até acaba gostando de algumas partes dela, ao menos comigo foi assim. Conforme você vai lendo, vai percebendo que é comum o autor dar umas "brisadas" no meio do livro e se acostuma a ler um punhado de palavras, ou até mesmo um capítulo inteiro, que no fim das contas, não avançou nem dois passos da narrativa.

   A parte gloriosa do livro, a parte que interessa, a verdadeira história, o verdadeiro romance, aparece mais ou menos na metade do livro e conta a história de Joaninha, uma menina jovem e pura que mora com a avó cega. Essa é a parte da história que você vai ler mais rápido e entender melhor, sendo também a parte que você lerá mais rápido.

   A obra em si é cheia de críticas sejam elas sociais, filosóficas, literárias ou qualquer coisa do gênero. Na verdade, grande parte das divagações do autor são a expressão dessas críticas, são essas as partes que as vezes faz com que você não entenda nada, mas que quando você entende, você pensa: puxa, não é que ele pode estar certo?

   O saldo total a respeito do livro é o seguinte: é complicado ler ele, mas depois que você acostuma com a narrativa não dói e nem arranca pedaço. Se você vai prestar os vestibulares, USP ou Unicamp, já sabe que têm de lê-lo, então, pare de enrolar e leia! Preste atenção no que está lendo, seja mais forte do que o sono, respire fundo e relaxe, não odeie o livro, ele não fez nada de mau à você, exceto, talvez impedir que você leia um outro livro mais legal... Enfim tente se lembrar da guerra civil portuguesa, leia um pouco sobre o assunto, tome força, folego, coragem e leia. Não vai doer, não muito, e bom, o que a gente não faz pelo vestibular não é mesmo?

Resenha: Memórias de um Sargento de Milícias



   Olá, povo, hoje eu vim falar de um livro um tanto diferente. Geralmente eu sempre venho falar de livros gringos e afins, mas hoje o assunto é Memórias de um Sargento de Milícias, um livro brasileiro e, vejam só, que está na lista dos vestibulares Fuvest e Convest desse ano. 

   O livro é de autoria de Manual Antônio de Almeida e, apesar do título, capa e tema, não muito animadores de início é verdadeiramente tolerável e eu arriscaria dizer prazeroso. Como todos sabem há uma espécie de preconceito com relação a esses livros, todo mundo pensa que só porque é clássico via ser uma baboseira chata e monótona, mas com esse livro não é bem assim.

   O livro conta a vida de Leonardo, desde seu nascimento, passando por sua adolescência e terminando em sua juventude. A narrativa se passa no Rio de Janeiro durante o período que Dom João e a família real encontravam-se no Brasil.

   Leonardo é filho de um meirinho e uma saiola(camponesa), tendo por padrinhos uma parteira e um barbeiro. Logo no início do livro o menino já começa sofrendo. A mãe dele traí o pai e foge de volta para Portugal. O meirinho, por sua vez abandona Leonardo, que acaba ficando aos cuidados do padrinho.

   O garoto é um verdadeiro anti-herói. Quando criança é muito travesso e durante sua juventude acaba se revelando um tremendo vadio e quem nem ao menos um emprego era capaz de arranjar sem a ajuda da madrinha. Como todo romance, há claro uma menina por quem Leonardo se apaixona. Na verdade são duas meninas, primeiro Luísinha, uma garota feinha que vive aos cuidados de Dona Maria, uma senhora rica com manias de processos; e Vidinha, uma mulata que Leonardo conhece mais ou menos na metade do livro.

   A história, obviamente, termina em casamento, afinal o livro precisa de um público e na época que foi escrito ninguém leria um livro sobre um anti-herói que não toma jeito nem ao final da narrativa. No começo o livro é bem parado, chatinho, por assim dizer, mas depois que Luísinha aparece a história fica mais movimentada.

   Não é um dos meus gêneros literários favoritos e eu não teria lido se não tivesse sido obrigado pelo vestibular, entretanto, vale a pena ler. Aumenta sua carga cultural e ler é sempre bom, não importa muito o que. O livro não ganha minhas estrelinhas brilhantes, mas ele ganha meia estrela por sem um clássico que se inicia monótono e se revela algo melhor ao seu fim.

    Pra quem gosta de livros mais arcaicos e do romantismo eu recomendo, quem vai prestar vestibular tem de ler mesmo. Então, eu espero ter dado um incentivo à para lerem o livro. Vale a pena, sério, logo de primeira não parece, mas no fim das contas vale a pena. O fim é bonitinho e tudo o mais, portanto, leiam, mesmo, é sério.

Resenha: Quadribol Através dos Séculos



Hoje eu vim falar sobre o livro Quadribol Através dos Séculos. O livro foi escrito pela autora J.K.Rowling, famosa por ter escrito a série Harry Potter, e na verdade, Quadribol Através dos Séculos tem tudo a ver com Harry Potter. 

Quadribol Através dos Séculos é um livor que aparece na narrativa do primeiro livro da série Potter, ele é um livro da biblioteca de Hogwarts que conta toda a história do quadribol, o mais famoso esporte bruxo da história. J.K.Rowling escreveu o exemplar físico do livor fictício em 2001, e o lucro com a venda do livor via para ajudar instituições de caridade de todo mundo. Jo escreve o livro sob o pseudônimo de Kennilworthy Whisp, o autor do livro no mundo de Potter, e o exemplar ainda conta com o prefacio de Dumbledore, diretor da escola onde Harry estuda.

Quadribol Através dos Séculos é por si só uma obra de arte. A capa e produzida de maneira que pareça que o livro é muito antigo e gasto, e na primeira página do livro existe uma lista das pessoas pra quem o livro já foi emprestado, isso sem contar o fato que na capa existe um selo comprovando que o exemplar é propriedade da Biblioteca de Hogwarts.

No prefacio Dumbledore instruiu aos leitores para que estes não maltratem o livro, afinal, nunca se sabe o tipo de azaração que Madame Pince (bibliotecária de Hogwarts) pode ter posto no livro.

O livro faz com que você se sinta um bruxo, um legítimo conhecedor do esporte quadribol, lhe proporcionando uma experiência instrutiva e magica, com certeza se você é fã de quadribol, você precisa ler Quadribol Através dos Séculos. Esta aí um suvenir que vale a pena ser comprado!

Resenha: A Cama




Recentemente eu li o livro A Cama de autoria de Lygia Bojunga, uma escritora de literatura infanto-juvenil que eu particularmente gosto muito. 
A Cama é o romance que conta a história de vários personagens, e suas vidas se interligam por causa de um antiga cama herdada de uma bisavó e que segundo a crença da família amaldiçoa os decentes se eles não manterem a cama em família.
Esse livro é um pouquinho diferente dos outros livros que eu li da Lygia, mas isso não muda em nada seu valor, é simplesmente fantástico. Em alguns momentos ele é dramático, em outros muitíssimo engraçado e possui o velho estilo simples de Lygia, com fácil interpretação e compreendimento tornando a leitura ainda mais prazerosa.
Se você leu algum livro da Lygia Bojunga, leia A Cama que com certeza você irá gostar e se você ainda não leu anda dela é uma ótima oportunidade pra você conhecer!
 Lygia Bojunga também é autora de livros como A Casa da Madrinha, Tchau, Corda Bamba, A Bolsa Amarela, O Meu Amigo Pintor e entre outros clássicos da literatura infanto-juvenil nacional

Resenha: Querido John




Depois de mil anos aqui estou eu de volta para falar pra vocês de mais um livro, ou melhor, de um livro que virou filme, sim, estou falando de Querido John. 
A obra é original de Nicholas Sparks, mas foi adptada para o cinema e eu falarei um pouco sobre ambas. O livro é bom, e e super indicado pras pessoas que adoram romances como Um Amor Pra Recordar, a Última Música e livros do gênero. Ele é surpreendente, porque, você já sabe como acaba entendem? Só que você nunca imagina que caba daquele jeito, tendo acontecido aquelas coisas, vou adiantar, dá raiva do fim!
O filme começa diferente do livro e termina diferente também, na verdade, o filme termina do jeito que você desejava que o livro terminasse, mas como o filme é inspirado no livro, você quer que ele seja como o livro, mas ele não é, o que te deixa dividida entre a raiva pelo filme ser diferente do livro e a satisfação pois o filme termina do jeito que você queria que o livro terminasse.
Sim, eu sie que está confuso, então vou logo dizer onde quero chegar, o que eu quero dizer é que ambos, tanto o livro quanto o filme, são legais, mas dão raiva na gente. Uma raiva boa e tudo o mais, mas raiva.
No começo o livro é meio parado, mas depois ele fica bem melhor acredite, já o filme começa direto na parte boa.
Pra quem nunca leu e nem assistiu o filme eu vou resumir, eles contam o romance de John e Savannah, um casal que se conhece no verão e não pode passar muito tempo juntos porque o John é do Exército, por esse motivo eles se comunicam através de cartas.Quando John esta quase terminando o período que ele ficaria no Exército ocorre o 11 de Setembro e tudo muda pra pior.
Basicamente é isso, se você quer saber a história completa leia o livro e assista o filme, é legal, no fim das contas, é legal.

Resenha: Harry e Seus Fãs




Depois de muito tempo aqui estou de volta pra falar sobre um livro particularmente muito importante pra mim, Harry e Seus Fãs. 
Esse livro, é um daqueles tipos de livro que não é necessariamente uma história, mas que tem uma história entendem?
É, não, está meio confuso não é? Tudo bem, vou tentar explicar.
Harry e Seus Fãs foi escrito por Melissa Anelli, uma fã de Harry Potter, entretanto, Melissa não é uma fã qualquer, ela é uma das colunistas do Leaky Cauldron.Se você é fã de Harry Potter, com certeza já ouviu falar no Leaky, que é simplesmente um dos sites de fãs de Harry Potter mais famosos dos EUA.
O livro trata exatamente disso, das história, reais, envolvendo o universo dos fãs de Potter. Melissa é a fã que mais se aproximou da franquia Harry Potter, depois de Evanna Lynch, é claro. A autora de Harry e Seus Fãs viveu experiências incríveis tanto ao lado de outros fãs, quanto sozinha, e é isso que ela conta no livro, como ela passou de uma "garotinha insegura e recém formada de 21 anos" para "uma jornalista segura, membro de um fã site,que tem no currículo uma experiência que muitas pessoas adorariam possuir", e tudo isso, graças à Harry Potter.
Melissa conta também experiências de outros fãs, e é claro fala sobre as Fanfics, o Wizard Rock, todo o processo de publicação dos livros de Harry, e até mesmo algumas pequenas coisas sobre os atores, sendo muitas delas verdadeiramente engraçadas, e algumas, até mesmo assustadoras.
Se você é fã de Harry Potter, leia Harry e Seus Fãs!
Se você só gosta de Harry Potter, leia Harry e Seus Fãs!
Se você leu algum dos livros de Potter, leia Harry e Seus Fãs!
Por fim, se você teve qualquer tipo de envolvimento com Harry Potter, leia Harry e Seus Fãs.


Resenha: Ponte para Terabítia




Enfim,eu li o livro que deu origem a um dos meus filmes favoritos,sim eu li Ponte para Terabítia. Eu peguei o livro ontem e já terminei de lê-lo hoje, e eu caí no choro como,assim como quando eu assisto o filme. 
Pra quem nunca assistiu o filme (acho difícil) ou leu o livro,aí vai a introdução da história.
O livro narra a vida de Jesse Aarons,um garoto muito bom em desenho,mas que é um verdadeiro deslocado tanto em casa como na escola. Jess é o filho do meio de uma família só de meninas,então,já dá pra imaginar como ele se sente,sendo o único homem da casa,tirando o pai,é claro.
Ele passa o verão todo treinando para ser o maior corredor da quinta série e é num desses dias que ele encontra-se pela primeira vez com Leslie Burke, uma garota de cabelos curtos e uma aparência um tanto estranha.
A parti daí você terá de ler o livro ou assistir ao filme para saber o que acontece; entretanto, eu posso te assegurar uma coisa: a história é linda e perfeita e vale muito a pena conhecer.
Pra deixar uma curiosidade a mais,eu vou contar uma coisa,o livro foi escrito para David Paterson,filho de Katherine Paterson,autora do livro.
O motivo de o livro ser dedicado á ele,leia,preste atenção na dedicatória e ao fim,deduza você mesmo.
Ponte para Terabítia,lindo,emocionante,perfeito,um clássico. Assista e como diria Leslie Burke,se duvidar que aquilo é real "feche os olhos,mas deixe a mente bem aberta!"


Resenha: A Menina que Roubava Livros



Hoje eu vim aqui fazer uma crítica ao livro "A Menina que Roubava Livros", de Markus Zusak.
 
Eu terminei de lê-lo na madrugada de ontem para hoje e só posso usa uma única palavra para descreve-lo: Maravilhoso! 
 
Emocionante, o livro retrata a vida Liesel, uma menina que vive na Alemanha Nazista; a história trata em si da morte, alemães fanáticos, judeus, e de uma menina que roubava livros.
 Recomendo muito, ele nos faz pensar em muitas coisas, e nos faz enxergar de uma maneira diferente a morte. Nos faz ver como a própria morte enxergaria, nós humanos, e vários fatos que acontecem em nossa vida, e como as palavras podem fazer milagres.
 O livro também mostra a relação dos próprios alemães com Hitler e como o mal que ele causou não se limita somente aos judeus.
     

" A Menina que Roubava Livros”, porque quando a morte contas uma história você deve parar para ler!