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Resenha: Ao Haru Ride



   E hoje eu vim resenhar um anime que foi/é um amor. Sim, senhoras e senhores, eu estou falando de Ao Haru Ride, o shoujo mais lindo da temporada de Julho, quiçá de 2014! 

   Eu estava muito, muito ansiosa e empolgada para o anime de Ao Haru Ride, afinal, eu leio o mangá. Sim, dessa vez eu estou resenhando a adaptação de um mangá que eu leio, existe coisa mais linda que essa? Então, eu comecei a ler o mangá no início do ano e logo já fiquei sabendo sobre o projeto do anime. Se eu pirei? Claro!

   Também conhecido como Aoharaido, Ao Haru Ride, gira em torno de Yoshioka Futaba, uma garota que por ser muito delicada durante o ensino fundamental, acabou passando o ginásio inteiro sozinha. Agora, no ensino médio, Futaba resolve mudar seu jeito de ser para poder fazer amigas e não ser excluída pelas garotas de seu ano. Tudo estava dando certo até que ela encontra Tanaka Kou, o garoto por quem ela era apaixonada no fundamental. Acontece que Kou não é mais a mesma pessoa; ele trocou de nome, agora atende por Mabuchi, e sua personalidade também está completamente diferente. Frente à isso, Futaba se vê às voltas com esse novo Kou que ela quer e precisa compreender e conhecer, ao mesmo tempo, ela tem de aprender a conhecer e compreender a si mesma.

    Nem preciso dizer que o anime é lindo não é mesmo? Mas vou dizer mesmo assim: O anime é lindo! Talvez, lendo a sinopse você não espere muito da história, mas acredite, vale dar uma chance. Ao Haru Ride é simplesmente lindo e perfeito. O anime foi super fiel ao mangá, pelo menos eu achei tudo muito parecido; os traços foram bem bonitos, bem semelhantes ao mangá mesmo; a opening é incrível e caiu como uma luva para o anime. A tradução da música da OP é tão Futaba e Kou que quase me faz chorar! E o ending também não ficou atrás. Tudo muito condizente com o enredo do anime/mangá.

   Esteticamente falando, as cores foram muito bem utilizadas. A OP é bem “menininha”, mas acho que ficou bom e combinou com um dos lados da Futaba. Futaba tem vários lados e é quase uma contradição às vezes. Amo a Futaba gente, até me identifico em algumas ocasiões.

   Quanto ao Kou, minha relação de amor e ódio com ele é a melhor coisa de Aoharaido pra mim! Ou uma das melhores coisas pelo menos. Eu adoro como ele é grosseiro e finge não se importar, tentando esconder sem parar seu lado gentil... Ele é um fofo, meu Deus! Ai, meus feels vão lá em cima com em shipper conhecido como FutabaxKou!

     Eu esperei muito para fazer essa resenha, então, preciso falar de outros personagens também, além dos protagonistas. Tirando a Futaba e o Kou, existem mais quatro personagens bem importantes na parte que o anime adaptou. A Makita Yuuri, que é super fofa e delicada, tipo a Futaba no fundamental; a Murao, que é muito fechada e vive com uma cara de “as pessoas da minha sala me enojam, me deixem sozinha por favor!”; o Kominato, o cara mais animado e brincalhão da turma toda, deveras barulhento; e o Tanaka-sensei, o melhor professor que aquela escola de ensino médio já viu! As histórias desses personagens se entrelaçam com a de Futaba e Kou, tornando tudo mais divertido, interessante, instigante e, por vezes, complicado e tenso. Amei ver todos esses personagens em movimento; afinal, se no mangá já era super incrível, no anime ficou uma lindeza. A única coisa que me incomodou levemente no começo foi o fato da Makita ter ficado “fofa demais”. Obviamente, ela é uma personagem super delicada, menininha, fofinha, amorzinho e tudo o mais, porém, sei lá, foi estranho ver tudo isso a cores e com som. Levou um tempo pra me acostumar à voz aguda e melosa dela, mas tudo bem, valeu a pena.

   O anime acabou quase que no meio de um arco do mangá; então, pra quem só assistiu o anime, saiba que tem muita água pra rolar embaixo daquela ponte e muitos problemas pro nosso shipp enfrentar. Queria dizer que entendo muito bem a agonia de vocês quando parecia que ia rolar beijo e não rolava, mas calmem, no mangá tem ainda mais momentos assim para sofrermos.

    Eu tô muito cheia de feels por Ao Haru Ride, foi tudo tão bonitinho! O Kou, a Futaba, os demais personagens... Tudo tão nhonho... Ai gente, já tô com saudade das minhas segundas-feiras ao lado deles! O mangá ainda tá rolando, mas é tão legal ver tudo em movimento! E o mangá tá tão crítico que eu tô enlouquecendo e não sei mais o que fazer... O anime tava tão calmo... Ai, ai, viu...

    Enfim, se você gosta de shoujo você têm de assistir Ao Haru Ride, mais que isso, você tem de ler o mangá também! Leia sem medo de sofrer, chorar e ser feliz... Ah, detalhe importante, eu só chorei em um episódio do anime, embora tenha chorando o mangá quase todo, haha. Meu caso de amor com Aoharaido é tão sério, que eu fiz questão de viciar uma amiga no mangá e no anime, agora ela sofre comigo e eu não sinto um pingo de remorso por isso. Portanto, já deu pra perceber que o saldo final foi mais que positivo, certo? Certo! Então, para todos os amantes de shoujos, ou aqueles que tem curiosidade sobre o gênero, assistam Aoharaido. O anime é menininha na medida certa, sem muitos excessos e com uma boa dose de humor! Os personagens são uns lindos, portanto, assistam e façam como a Futaba: tentem entender o Kou!