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Resenha: Akatsuki no Yona



   Duas palavras, um sentimento: AKAI KAMI!!! E o anime da vez é.... Akatsuki no Yona. Adaptado a partir da obra de Mizuho Kusanagi, Akatsuki no Yona, gira em torno de Yona, uma princesa que vê tudo que ela conhece e acredita desmoronar perante seus olhos. Yona é a princesa do reino de Kouka; ela é apaixonada por seu primo, Soo-won e vive feliz no castelo com seu pai, um rei que não gosta de guerras e preza pela paz. Entretanto, num fatídico dia, o gentil e doce Soo-Won assassina o pai de Yona, tomando o reino. A princesa é salva por Hak, seu amigo de infância e "guarda-costas", e juntos eles fogem do castelo. O anime estreou na temporada de outubro de 2014 e foi 2 cour, contando com 24 episódios. 

   Akatsuki no Yona é o que poderíamos chamar de ""shoujo de batalha"" (?) ou, pelo menos, quase isso. Enfim, eu assisti novamente um shoujo cuja trama em si é maior do que o romance e envolve outros elementos e tudo o mais. A história da princesa de cabelo vermelho é bem interessante e até instigante, eu diria. O anime me surpreendeu bastante, a narrativa me surpreendeu bastante. Inicialmente, eu não ia assistir Akastuki no Yona. Quando eu estava fazendo a lista da temporada de outubro de 2014 uma amiga estava ao meu lado; quando chegou a vez de ler sobre Akatsuki no Yona, minha amiga encarou a imagem e disse: "Gostei desse, assiste esse!" Então eu li a sinopse e achei a proposta interessante.... Aí deu no que deu.

   O que eu gosto nesse anime é, inicialmente, ele mostrar para todo mundo que não existe só shoujo de comédia romântica. Akatsuki no Yona mostra que shoujos possuem comédia e romance, mas esses não precisam ser os elementos centrais da trama e que esses elementos não precisam ser tratados em todas as tramas da mesma maneira. Em segundo lugar, eu gosto da Yona e da evolução dela, ou melhor, da busca pela evolução. Yona é uma garota de 16 anos que, do nada, têm sua vida virada de cabeça pra baixo. Ela perde o pai, foge do castelo ao qual pertence e tem de ver, de perto, como é seu reino de verdade. Ela começa a observar como é a sua terra, a terra que ela herdou, a terra que seu pai governava. Yona vê como as coisas são de verdade e quer fazer algo sobre isso, quer transformar a situação e para isso vai precisar de muita força. Isso sem contar o fato de que ela não tem como se defender sozinha; ela não sabe nenhum tipo de arte marcial, não sabe usar nenhuma arma, isso a torna totalmente dependente de Ha, mas ela também quer mudar isso. De um modo geral, o que Yona busca é força, seja ela física, mental, espiritual... Yona quer se tornar forte, cada dia mais forte, ela precisa ser forte, porque sua vida não é mais a mesma e nunca mais vai ser.

   Outra coisa que eu gostei bastante no anime foi a trilha sonora. Mais precisamente, a primeira abertura. Aquela peninha dá um clima tão gostoso para o anime, prepara o nosso coração tão bem para as emoções que virão.... Todos esses fatores somados à lembrança que a música me traz de InuYasha, nossa...

   Os personagens também são muito cativantes, todos; cada um tem alguma coisa que o torna especial e carismático, você acaba gostando bastante deles. Pelo menos quando se trata dos companheiros da Yona. E, não podemos deixar de falar do Soo-Won que é um baita mistério. Ele é absolutamente gentil e inteligente, mas então parece se desdobrar em um baita vilão, entretanto, parece que ele sofre muito também. Ele é complexo, não dá para saber o que o Soo-Won pensa realmente, não de maneira clara. De certa forma, à sua maneira, Soo-Won também é um personagem cativante.

   Mas, se falamos de Soo-Won, por que não falar de Hak? O Hak é, inicialmente, um General do castelo e líder da Tribo do Vento. Ele também é conhecido como Trovão e é uma espécie de "guarda-costas" da Yona. O Hak adora provocar a Yona e isso se mantém mesmo depois que eles fogem do castelo, ele tem um jeitão meio mal-humorado que casa perfeitamente com a aparência e com o resto da personalidade dele.

   Agora, eu vou falar sobre os personagens que vão aparecendo no decorrer do anime, portanto, se não quiser receber spoiler pule esse e os próximos três parágrafos. Vamos começar pelo Yun, o gênio bonitão capaz de fazer absolutamente qualquer coisa, ou quase qualquer coisa. O Yun é uma graça. Ele é mesmo um gênio, é mesmo bonitão (ainda que com feições meio femininas...) e ele é aquela pessoa que te dá casa, comida e roupa lavada. O Yun é um personagem bem massa, responsável por grande parte das minhas risadas durante o anime. Seria Yun a figura materna e responsável daquele grupo? Provavelmente!

   Se vamos falar dos companheiros da Yona, vamos falar dos dragões também, certo? Começando pelo Ki-ja, o dragão branco. O Ki-ja é vaidoso e gosta de se mostrar; ele é bem confiante em seus poderes advindos do sangue do dragão e esperou a vida toda para encontrar seu amado mestre e lutar por ele. O Ki-ja é uma graça, sério. Ele é o típico menininho rico jogado numa vida sem muito conforto, mas ele não reclama muito não, só as vezes.

   O segundo dragão a aparecer é Shin-ha, o dragão azul. O Shin-ha é a fofura em pessoa. Ele é todo tímido e caladão, mas é muito gentil e dedicado. O terceiro, quase mais cômico, mas com certeza mais espalhafatoso dragão é o Jae-Ha, o dragão verde. Jae-Ha é o rebelde, aquele que quer lutar contra seu sangue de dragão e seu destino. Ele é muito engraçado porque tem aquela personalidade galante e convencida e fala umas coisas que promovem interpretações bem duplas.

   O último dragão é o Zeno, o dragão amarelo. Zeno é hilário, mesmo. Ele é leve, divertido, meio maluco, desligado, ele tem uma personalidade muito legal, não sei explicar. Ele me transparece uma leveza, uma vontade de rir... O Zeno é desajeitado, comilão... O Zeno é perdidinho perdidinho da vida... O Zeno é.... O Zeno!

   Já deu para perceber que eu gostei bastante de Akatsuki no Yona. Não foi meu anime favorito de nenhuma das duas últimas temporadas, mas foi um anime bem legal, ao meu ver. Fazia tempo que eu não assistia um anime que se passasse na época dos reinos e tudo o mais, então, foi legal voltar a isso. Akatsuki no Yona é emocionante e engraçado, com algumas cenas mais sérias; ele traz à tona alguns questionamentos muito bons sobre a forma de governar um reino e tudo o mais, achei digna essa parte.

   O mangá ainda está em lançamento. Não sei se já tem scan em português, mas creio que tenha. Sei que tem no Manga Fox, mas lá é em inglês, e em outros sites em espanhol. Como eu já disse, é um shoujo muito bom com um enredo que prioriza muitas coisas além do romance. Portanto, sim, eu recomendaria Akatsuki no Yona à um amigo. Então, para terminar essa resenha, vamos a uma reflexão: Akatsuki significa aurora ou amanhecer; quando está amanhecendo, por conta dos raios solares, o céu tende a atingir uma coloração laranja ou avermelhada. Os cabelos da Yona são vermelhos. Akatsuki no Yona seria, ao meu ver, o amanhecer da própria Yona, o amadurecer da protagonista, a jornada no sentido literal e não literal da princesa de cabelos vermelhos. Bem poético, não? Dá ou não dá vontade de acompanhar esta história?