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Resenha: Plastic Memories


   E o anime da vez é: Plastic Memories! Porém, antes de começar essa resenha preciso dar uma notícia importante. Lembram que no meu último Filosofando Nada eu disse que ia tomar vergonha na cara e começar a assistir animes através de fansubs sérios ao invés de speedsub? Então, eu cumpri minha promessa; Plastic Memories foi assistido através de uma qualidade e tradução maravilhosos, sem risco de causa câncer no olho. 

   Voltando. Plastic Memories é uma obra original, ou seja, ele não é a adaptação de nenhum jogo, mangá ou light novel. O anime se passa em um futuro onde foram desenvolvidos androides conhecidos como giftias. Os giftias possuem a vida útil de nove anos; após esse tempo eles precisam ser reavidos e desligados antes que se tornem perigosos. Quando reavidos, as memórias dos giftias são apagadas. Tsukasa Mizukagi é um jovem que, após não conseguir passar no vestibular, arranja um emprego em dos departamentos que faz a coleta dos giftias cujas vidas úteis estão vencidas. Sua parceira no trabalho é a giftia Isla, uma garota um tanto distante e atrapalhada.

   A premissa de Plastic Memories é muito boa. Os PVs do anime já te deixam cheio de feels, os primeiros episódios também te deixam cheio feels. Porém, ao longo do seu desenvolvimento, o anime deixou um pouco a desejar. Não foi nada muito grande, não foi um anime horrível, mas acho que todos esperávamos um pouco mais do anime. Entretanto, foi legal. É um anime bem bonitinho. É fofo.

   Plastic Memories tem uma trilha sonora boa. A abertura, o encerramento, as músicas de fundo... São bem envolventes, mexem o coração.... Isso compensou a falha no desenrolar dos fatos e tudo o mais. E os personagens... bem, os personagens são bons. Só a Isla já é uma personagem e tanto. Ela é atrapalhada, engraçada, fofinha.... Ela faz umas caretas bizarras, assustadoras, engraçadas... O Tsukasa é o típico bom moço. Na verdade, "bom moço" é uma expressão que define exatamente o Tsukasa. Dedicado também é um adjetivo que faz parte da personalidade do cara.

   Os coadjuvantes também não ficam por menos. A Michiru é a típica tsundere, então ela é aquela garota que vai bater em alguém, ou em várias pessoas ao longo do anime. Mas ela também tem aquele lado doce e compreensivo, principalmente com a Isla. Na verdade, ela é a única capaz de lidar com a Isla com algum tipo de sensibilidade. Ela é muito chata, a Michiru é toda cheia dos mimimi, mas ela é tão chata, mas tão chata, que acaba sendo legal. O parceiro dela é o Zach, um giftia criança, apenas uma peste. O garotinho é tipo aqueles irmãos mais novos que vão fazer de tudo para te constranger, tudo mesmo. O Zach é muito engraçado. Eu sempre gosto daquelas crianças pestes dos animes.

   A  Kazuki é a chefona do departamento. O chefe oficial é outro, mas quem coloca todo mundo para trabalhar é ela. A Kazuki tem uns cabelos vermelhos maravilhosos e uma personalidade agressiva e durona. Isso piora quando ela se entope de saquê. Kazuki é ex-parceira da Isla e é louca pela garota, então, ela quer muito proteger a Isla e vive dando umas duras no Tsukasa. O parceiro da Kazuki é o Constance, um dos poucos com bom sendo naquele lugar.

   Em contraposição à Kazuki temos o Yasutaka, um veterano do departamento que é mais vagabundo do que sei lá o quê; Yasutaka é aquele personagem experiente, conquistador barato, quase bebum e quase um tarado. Ele é bem engraçado. A parceira dele é a Sherry, ela tem bom senso e ela sofre muito porque o Yasutaka deixa todo o trabalho para ela, coitada.

   E temos o chefe oficial do departamento, o Takao, um senhor cuja a autoridade é zero e que tem sérios problemas com sua filha. Ele está sempre falando de como a filha dele não o respeita mais, isso seria bem trágico se não fosse cômico.


   Num conjunto todo, Plastic Memories é um anime legal. Vale a pena perder algumas horas da sua vida com ele. Eu esperava mais, achei que ele fosse ser destruidor, só feels. Ao meu ver ele tinha potencial para um Ano Hana, um Angel Beats ou um K-On, mas ele não se desenvolveu dessa forma. Mas é um anime legal, não me arrependo de tê-lo assistido. Dos animes one cour ele foi um dos melhores, acho, e tiveram cenas bem bonitas, bem bonitas mesmo. Plastic Memories foi bonito. Podia ter sido lindo? Podia. Mas foi bonito, e eu até arriscaria dizer, tocante.